EasyJet vai trazer aviões maiores para Lisboa. Quer contornar falta de capacidade do aeroporto da Portela

Perante o congestionamento do aeroporto de Lisboa, a EasyJet vai proceder à alteração do tipo de avião que opera na Portela. Os aviões terão em breve mais lugares disponíveis para os passageiros.

Perante os constrangimentos à expansão da atividade de transporte aéreo no Aeroporto Humberto Delgado, também conhecido como aeroporto da Portela, em Lisboa, a EasyJet está já a preparar-se para contornar o travão ao crescimento e melhorar os números do próximo ano.

Trazer para Lisboa aviões maiores, com um maior número de assentos, é a estratégia da companhia aérea na Portela.

Este ano, o número de passageiros da empresa com sede no Reino Unido cresceu 4% em Lisboa, para os 2,75 milhões de passageiros. Um aumento que foi feito, de acordo com José Lopes, diretor da EasyJet para Portugal, “exclusivamente no inverno, uma vez que no verão não foi possível crescer”, explica em entrevista ao ECO.

Já no próximo ano, o crescimento em Lisboa deverá rondar os 6%, dois pontos percentuais acima do valor deste ano. O aumento deverá ser feito contornando o travão que se sente no aeroporto da Portela, com a escolha de aviões maiores, que, por terem mais assentos disponíveis, possam transportar mais passageiros e impulsionar o crescimento.

“No caso de Lisboa, esta é a única solução que existe para crescer”, refere João Lopes, acrescentando, ainda, que tal é possível devido ao portefólio de aeronaves que a companhia possui. “A nossa frota tem vindo crescer. Temos um portefólio de aeronaves que nos permite olhar para aeroportos que estão mais congestionados e alterarmos o tipo de avião que está a operar lá”, explica.

"Temos um portefólio de aeronaves que nos permite olhar para aeroportos que estão mais congestionados e alterarmos o tipo de avião que está a operar lá.”

José Lopes

Diretor da EasyJet para Portugal

José Lopes reforça, ainda, a necessidade de adotar medidas que possibilitem o crescimento do aeroporto da Portela e lamenta que, um ano depois, essas medidas continuem por implementar, “nomeadamente o fecho da pista transversal”.

Quanto ao novo aeroporto do Montijo, em concordância com o CEO da EasyJet, o diretor da empresa para Portugal reforça que a companhia aérea voa em aeroportos principais, excluindo os secundários da sua estratégia. Ainda assim, salienta que quando se fala no novo aeroporto se está a falar em 2022 e que “é vital para a região de Lisboa que, até 2022, as companhias possam voltar a crescer, apresentando resultados de crescimento mais fortes do que os agora possíveis”.

Aposta no inverno de Faro

Se, por um lado, o crescimento em Lisboa foi pouco expressivo, Faro surge com o aeroporto onde o número de passageiros da companhia liderada por Johan Lundgren mais aumentou (21%, para 1,75 milhões de passageiros). “Trata-se de um aeroporto onde temos feito uma aposta muito grande, também no inverno. Crescemos 17% só no inverno, ajudando todos os operadores turísticos e hoteleiros a esbater a diferença sazonal”, afirma.

O número de passageiros no Porto, por sua vez, cresceu 9%. Já o Funchal foi o local onde o crescimento foi menos significativo, um aumento de 1% para 600 mil passageiros.

Para 2019, a expectativa é que o número de passageiros continue a aumentar, ultrapassando os sete milhões de passageiros transportados nas rotas portuguesas. A companhia fechou este ano com 6,6 milhões de passageiros em Portugal, um número que, segundo José Lopes, ficou “acima das expectativas”.

Quanto a novas rotas, o diretor da EasyJet para Portugal, deixa em aberto a possibilidade de que, nos próximos meses, sejam apresentadas mais algumas rotas.

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