Petróleo afunda mais de 6%. Barril mais perto dos 50 dólares

Brent e crude estão a afundar mais de 6% em Londres e Nova Iorque, negociando em mínimos do ano.

Alta pressão nos preços do petróleo nos mercados internacionais. O “ouro negro” está a afundar mais de 6%, com o barril de crude cada vez mais perto de baixar da fasquia psicológica dos 50 dólares. Há receios entre os investidores de que o corte de produção na OPEP não vai ser suficiente para reduzir o excesso de oferta da matéria-prima.

Tanto o contrato genérico Brent como o contrato de crude estão em forte queda em Londres e Nova Iorque na sessão desta terça-feira, respetivamente. No primeiro caso, a cotação cai 6,5% para 62,45 dólares. Do outro lado do Atlântico, o barril de crude desvaloriza 6,64% para 53,40 dólares, caindo para o valor mais baixo do ano.

Um relatório do Governo norte-americano que será divulgado esta quarta-feira deverá mostrar uma subida dos inventários em 3,5 milhões de barris na última semana, assim estimam os analistas sondados pela Bloomberg, num claro sinal de menor consumo de petróleo na maior economia do mundo.

“Não ficarei surpreendido se tivermos novos mínimos no petróleo” se houver um aumento nos stocks americanos, disse Tariq Zahir, analista da Tyche Capital Advisors.

Os contratos de referência do petróleo na praça londrina e nova-iorquina acumulam uma desvalorização de mais de 20% face aos máximos atingidos no mês passado, perante receios de abrandamento da economia mundial.

No seio da OPEP já se pensa em cortar a produção, no sentido de promover um maior equilíbrio no mercado e estabilizar os preços do petróleo, mas os russos mostram reservas sobre se se vão juntar à ação, querendo esperar para ver antes de tomarem qualquer decisão.

“O nome do jogo no mercado do petróleo chama-se volatilidade”, referiu o diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol. “E com o aumento das pressões geopolíticas nos mercados petrolíferos que estamos a assistir, acredito que estamos a entrar num período de incerteza sem precedentes”, acrescentou.

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