Tecnológicas fazem razia na Europa. BCP arrasta Lisboa para mínimos de ano e meio

A queda das tecnológicas nos EUA pressionou as pares no Velho Continente. As bolsas europeias afundaram, assim como Lisboa. Nenhuma das cotadas escapou.

Maré vermelha nas bolsas europeias. Os principais índices fecharam em terreno negativo, num dia particularmente penalizador para as empresas do setor tecnológico. Por cá, embora nenhuma das cotadas tenha conseguido escapar, foi o BCP que se destacou, levando o PSI-20 para mínimos de ano e meio.

O Stoxx 600 recuou 1,09% esta terça-feira. A razia é justificada com as perdas registadas pelas tecnológicas do outro lado do Atlântico, depois de a Apple ter anunciado um corte na produção, o que provocou ondas de choque que se estenderam às cotadas europeias. O setor tecnológico europeu desvalorizou 1,93%.

Evolução da cotação do PSI-20

Este sentimento negativo também se fez sentir em Lisboa, com o PSI-20 a derrapar 1,51%, para 4.829,53 pontos. As perdas na tecnologia fizeram a Nos levar por tabela: as ações da telecom liderada por Miguel Almeida caíram 3,11% e estão a valer agora 4,946 euros.

Mas o índice nacional foi sobretudo penalizado pelo BCP, num dia em as ações do banco liderado por Miguel Maya caíram 2,66%, para 24,14 cêntimos. A empresa foi penalizada pelas perdas entre 2% e 5% registadas pela banca italiana, com as ações dos bancos italianos a recuarem para um mínimo de dois anos. As perdas intradiárias no setor cifraram-se entre 2% e 5%.

Em causa está o impasse em torno do Orçamento do Estado entregue pelo Governo de Giuseppe Conte a Bruxelas, que mereceu o chumbo da Comissão Europeia. O executivo está irredutível e garante que não vai apresentar uma nova versão, o que fez subir as yields da dívida pública italiana a dez anos para 3,71%, um máximo de um mês.

(Notícia atualizada pela última vez às 17h05)

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