Portugal tem quatro novas estrelas no guia Michelin: Guimarães, Bragança e Sintra brilham e Alma conquista a segunda

A Cozinha, em Guimarães, e G Pousada, em Bragança, conquistaram esta noite as primeiras estrelas Michelin, assim como o Midori, em Sintra. Alma, de Sá Pessoa, ganha a segunda.

Henrique Sá Pessoa e o seu Alma conquistaram, na noite desta quarta-feira, a segunda estrela Michelin, na gala ibérica, que acontece pela primeira vez em Lisboa. Com a segunda estrela para o chef, Portugal passa a ter seis restaurantes com o duplo símbolo do famoso guia.

Mas esta não é a única novidade da noite. O guia Michelin, que distingue os restaurantes e chefs de referência, elegeu mais novidades portuguesas para a lista dos melhores.

três novos pontos do mapa de Portugal que brilham mais na cozinha internacional e no guia para 2019: Guimarães conquista a primeira estrela Michelin pelas mãos do restaurante A Cozinha. Também Bragança conquistou a primeira estrela, graças às iguarias do G Pousada. O restaurante Midori, no hotel Penha Longa, em Sintra, conquistou também a sua primeira estrela.

Antes desta gala, Portugal contava já com cinco restaurantes com duas estrelas (‘uma cozinha excecional, vale a pena o desvio’) e 18 com uma estrela (‘cozinha de grande fineza, compensa parar’), enquanto Espanha tinha 11 restaurantes com a classificação máxima de três estrelas, dos quais dois novos em 2018 (‘uma cozinha única, justifica a viagem’), 25 com duas estrelas (cinco novos na edição atual) e 159 com uma estrela (17 novos).

A cerimónia desta noite, no Pavilhão Carlos Lopes, marca a 10.ª gala de apresentação do guia ibérico, que foi realizada pela primeira vez em 2009 para apresentar a edição do ano seguinte, marcando o centenário da sua publicação, e que, até hoje, decorreu sempre em cidades espanholas.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal tem quatro novas estrelas no guia Michelin: Guimarães, Bragança e Sintra brilham e Alma conquista a segunda

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião