Restaurantes portugueses à espera de “um crescimento” no Guia Michelin

  • Lusa
  • 21 Novembro 2018

Portugal tem cinco restaurantes com duas estrelas e 18 com uma. Michelin ibérica já adiantou que serão entregues “mais de 20” primeiras estrelas a outros tantos restaurantes espanhóis e portugueses.

Lisboa é o palco da gastronomia ibérica, acolhendo, pela primeira vez, o anúncio da edição do próximo ano do Guia Michelin Espanha e Portugal, com os restaurantes lusos a esperar “um crescimento”, segundo a organização.

A Michelin ibérica já adiantou que serão entregues “mais de 20” primeiras estrelas a outros tantos restaurantes espanhóis e portugueses, e em locais “que não são polos de população muito importantes”, disse o diretor de comunicação da empresa, Ángel Pardo, citado pela agência espanhola Efe, a propósito das novidades do guia, considerado uma referência mundial na qualificação da restauração.

Para Portugal, será “um ano de crescimento”, o que é “importante, porque não há estagnação”, referiu Pardo, que indicou que “crescerá Lisboa, mas também há algumas localidades que atraíram a atenção” dos inspetores.

Em declarações à Lusa, o responsável afirmou que 2019 trará “novidades importantes” para os dois países.

Atualmente, Portugal tem cinco restaurantes com duas estrelas (‘uma cozinha excecional, vale a pena o desvio’) e 18 com uma estrela (‘cozinha de grande fineza, compensa parar’), enquanto Espanha tem 11 restaurantes com a classificação máxima de três estrelas, dos quais dois novos em 2018 (‘uma cozinha única, justifica a viagem’), 25 com duas estrelas (cinco novos na edição atual) e 159 com uma estrela (17 novos).

Na edição do próximo ano do guia ibérico é esperada a saída do restaurante com três estrelas Sant Pau (Barcelona), da chef Carme Ruscalleda, que fechou em outubro, mas o responsável de comunicação da Michelin também adiantou à Efe que haverá outras perdas de estrelas, quer por encerramento dos restaurantes, quer nos casos em que os inspetores consideraram que houve uma perda de qualidade.

Também nos Bib Gourmand (que distinguem restaurantes com uma boa relação qualidade/preço inferior a 35 euros) haverá um crescimento “muito notório”, tratando-se de uma “categoria com um protagonismo muito importante”.

A cerimónia desta noite, no Pavilhão Carlos Lopes, marca a 10.ª gala de apresentação do guia ibérico, que foi realizada pela primeira vez em 2009 para apresentar a edição do ano seguinte, marcando o centenário da sua publicação, e que, até hoje, decorreu sempre em cidades espanholas.

Durante a festa, com cerca de 500 convidados, entre ‘chefs’, representantes institucionais e empresários, além de mais de cem jornalistas, sete restaurantes com estrelas Michelin da zona de Lisboa vão garantir o jantar, com cada espaço a oferecer três pratos e uma sobremesa.

A equipa de ‘chefs’ é composta por José Avillez (Belcanto, duas estrelas), Henrique Sá Pessoa (Alma), Joachim Koerper (Eleven), João Rodrigues (Feitoria), Gil Fernandes – em substituição de Miguel Rocha Vieira, que saiu recentemente (Fortaleza do Guincho), Sergi Arola (LAB by Sergi Arola) e Alexandre Silva (Loco), todos com uma estrela.

A organização da gala em Lisboa resulta de uma candidatura conjunta do Turismo de Portugal, Câmara de Lisboa e Associação de Turismo de Lisboa e está orçada, segundo o Governo, em mais de 400 mil euros.

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