Sócios dos escritórios vão ter ordenados mais altos em 2019

Ordenados rondam de 50 mil a 1 milhão por ano, segundo uma sondagem feita pela publicação especializada Iberian Lawyer, que analisa o mercado ibérico da advocacia.

Logo a seguir aos políticos e aos gestores, os sócios dos grandes escritórios em Portugal são os que mais têm aumentos salariais. Para 2019 estima-se um aumento de 10% desses mesmos ordenados que, nos casos dos sócios dos escritórios com maior expressão, podem chegar a um milhão por ano. Os dados constam de uma sondagem feita pela publicação espanhola Iberian Lawyer, com base num questionário feito a centenas de advogados, sob anonimato, já que este continua a ser um assunto tabu no mercado.

O valor auferido tem aumentado no último ano e meio, com 45% dos partners a ganharem mais dinheiro. “Os participantes na sondagem com os maiores níveis de remuneração era sócios com as áreas de Corporate/Fusões e Aquisições e de resolução de litígios, que disseram que podem ganhar até um milhão de euros por ano”, refere a Iberian Lawyer. “As firmas portuguesas estão a registar um enorme crescimento, mais concretamente com subidas de dois dígitos no que toca os escritórios de Lisboa, comparando com o ano passado. Essa subida deve-se ao facto da confiança que os investidores estrangeiros têm em Portugal estar a regressar (depois dos anos conturbados da Troika entre 2011 e 2014)”, explica a mesma publicação. Porém, existe outra razão: “as firmas estão a ganhar formas mais eficientes de resposta ao cliente e de acelerar o processo de cobrança de honorários aos clientes”. Porém, mesmo perante este cenário, 38% dos inquiridos considera que não são suficientemente bem remunerados face ao mercado”.

Quais as áreas mais “rentáveis”?

Na tabela de quais são as áreas onde esses sócios ganham mais dinheiro, as áreas de societário e Fusões e Aquisições (M&A) e a arbitragem estão no topo da tabela, em que os inquiridos respondem que os salários rondam dos 975 mil euros ao 1 milhão, por ano. Seguindo-se a área de fiscal e a de ‘Oil & Gas’ (ver tabela ao lado).

Segundo a mesma sondagem, “todos os participantes mais bem pagos enquadraram-se nos seguintes critérios – são homens que têm o cargo de sócio há mais de 15 anos e que trabalham atualmente em grandes firmas (ou seja, com 200 ou mais advogados)”. Já os sócios de firmas que menos ganham dizem auferir entre 50 mil e 100 mil euros e “são predominantemente mulheres com menos de cinco anos de experiência como sócias e que trabalham em firmas com menos de 50 advogados”, segundo a Iberian Lawyer. O mesmo estudo diz que 75% dos sócios estão satisfeitos e respondem que não consideram mudanças para outras sociedades, mesmo que isso implique uma melhoria na remuneração.

A maioria dos advogados que responderam admitem (95%) que as mulheres sócias são bem remuneradas e apenas 30% dizem que não concordam com a discrepância. No entanto, de salientar que a esmagadora maioria dos inquiridos são homens advogados.

 

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