Mota-Engil dispara mais de 11%. Papeleiras tramam bolsa de Lisboa

A bolsa nacional encerrou em queda, pressionada pelas cotadas do papel. A Mota-Engil foi a estrela desta sessão, com os títulos a subirem mais de 11%. Soma 21% em três dias.

Sessão de quedas para a bolsa nacional, com as cotadas do setor do papel a deslizarem mais de 3%. As papeleiras acabaram por ofuscar a forte valorização da Mota-Engil, que disparou mais de 11%. Em três sessões, a construtora liderada por Gonçalo Moura Martins acumula uma subida de mais de 20%.

O principal índice bolsista nacional encerrou a recuar 0,51% para 4.836,18 pontos, depois do desempenho positivo da primeira sessão da semana. Lisboa acompanhou, assim, o cenário vermelho vivido na Europa, com os receios da guerra comercial a pairarem novamente sobre os mercados, depois das declarações de Donald Trump, que pretende aumentar as tarifas sobre os produtos chineses. O Stoxx 600 caiu 0,26% para 357,54 pontos, assim como o índice francês que recuou 0,24% e o espanhol 0,04%.

A contribuir para este desempenho da bolsa de Lisboa estiveram as cotadas do setor do papel: a Altri perdeu 2,68% para 6,53 euros, representando a maior queda desta sessão, enquanto a Navigator desceu 2,59% para 3,604 euros e a Semapa desvalorizou 2,53% para 13,86 euros. Todas se ressentiram dos receios dos investidores em torno do escalar da guerra comercial.

Também as cotadas do setor energético pressionaram o PSI-20, especialmente a REN que caiu 1,83% para 2,364 euros. A Galp Energia deslizou 1,06% para 14,405 euros, numa altura em que o barril de Brent está a subir 0,02% para 60,49 euros. A EDP perdeu 0,23% para 3,07 euros e a EDP Renováveis desvalorizou 0,2% para 7,61 euros.

A travar uma queda mais acentuada da bolsa estiveram os títulos da Mota-Engil, que encerraram a valorizar 11,17% para 1,812 euros. Em apenas três sessões, a cotada acumula uma valorização de 21,2%, reduzindo o saldo negativo no acumulado do ano para 55%.

Esta forte subida dos títulos acontece num período marcado pela emissão de dívida da construtora. A procura dos aforradores superou a oferta em 30 milhões de euros, ascendendo a 140 milhões de euros. E ao mesmo tempo que os investidores antecipam uma melhoria significativa da atividade da empresa que, diz o CEO, Gonçalo Moura Martins, terminará este ano com encomendas recorde.

(Notícia atualizada às 16h54 com novas cotações)

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