Mota-Engil soma e segue. Ações sobem mais de 16% em três sessões

A construtora recupera de mínimos, animada pelo entusiasmo dos investidores com emissão de dívida para o retalho. Dispara, mas o saldo no ano continua a ser negativo em mais de 50%.

Vem de mínimos mas está a subir de vento em popa. Nas últimas três sessões, num período marcado pelo sucesso da emissão de obrigações junto dos investidores de retalho, a Mota-Engil registou uma valorização de 16,46%. As perspetivas de crescimento do negócio ajudam a puxar pelas ações que, ainda assim, continuam a acumular uma queda de mais de 50% desde o início do ano.

Se na primeira sessão da semana os títulos da empresa liderada por Gonçalo Moura Martins valorizaram mais de 7%, estão agora a a somar 6,50% para os 1,736 euros, registando a maior subida entre as cotadas do PSI-20. Chegaram a tocar nos 1,74 euros durante a negociação.

Esta forte subida dos títulos acontece num período marcado pela emissão de dívida da construtora. A procura dos aforradores superou a oferta em 30 milhões de euros, ascendendo a 140 milhões de euros. Um resultado que levou o CEO da construtora a afirmar que até ficou arrependido de não ter aumentado ainda mais a oferta.

“A forte procura traduz o reconhecimento internacional e a confiança dos investidores na entidade emitente”, afirmou o CFO do grupo, José Pedro Freitas, aquando da apresentação dos resultados. Sublinhou, ainda, que “além da atratividade da taxa de juro, os investidores mostraram interesse em manter a exposição ao grupo”.

Ações da Mota-Engil brilham em bolsa

A emissão de “Obrigações Taxa Fixa Mota Engil 2018/2022” foi feita através de oferta pública de subscrição e de ofertas públicas de troca de “Obrigações Mota Engil 2014/2019” e de “Obrigações Taxa Fixa Mota Engil 2015/2020” por “Obrigações Taxa Fixa Mota Engil 2018/2022”. O valor inicial da oferta era de 65 milhões, mas foi revisto em alta para 110 milhões de euros.

Este otimismo dos investidores traduz também a melhoria do negócio. A construtura irá registar num nível recorde de carteiras de encomendas no segundo semestre do ano, após os 5,252 mil milhões de euros entre janeiro e junho. “Vai ficar acima”, confirmou o CEO, apontando para três novos projetos na Colômbia, bem como em Angola, República Dominicana e Moçambique.

Apesar do “sucesso” da operação e do crescimento da atividade da empresa, e mesmo com a forte valorização recente, as ações da Mota-Engil continuam a ser as mais castigadas na bolsa nacional, este ano. Apresentam uma queda de 55%. Moura Martins considera que “não há nenhum problema ou ameaça que justifique esta correção”, notando que se segue a uma mais que duplicação da capitalização bolsista em 2017. “É um título muito volátil e com pouco free float“, explicou, acrescentando que a construtora está a aproveitar o baixo preço para recomprar ações.

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