Não há acordo. Professores recorrem a Marcelo

  • ECO
  • 5 Dezembro 2018

Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), diz que a reunião com o Governo não resultou em nada. Foi a "reunião mais absurda que se pode imaginar".

Governo e professores continuam sem chegar a acordo. Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), diz, à saída da reunião com a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, e com a secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Fátima Fonseca, que o Executivo não mudou nada na proposta para a recuperação do tempo de serviço congelado.

“Acabámos de sair da reunião mais absurda que se pode imaginar”, disse Mário Nogueira, em declarações citadas pelo Público. O Governo manteve a proposta de recuperar apenas dois anos, nove meses e 18 dias dos mais de nove anos reivindicados pelos sindicatos. Por isso, não houve acordo.

Agora, Nogueira fala em “guerra”. “O que é que vamos fazer? Querem guerra, guerra terão”, afirmou o responsável da Fenprof, reiterando que “os professores não aceitam que Governo algum apague o tempo de serviço dos professores”.

“Vamos pedir de imediato uma reunião aos grupos parlamentares para levar esta mensagem: o Governo hoje também desrespeitou a Assembleia da República. Vamos pedir também uma nova reunião ao senhor Presidente da República, e vamos reunir os dez sindicatos para definir o plano de lutas que vamos desenvolver durante 2019″, declarou Nogueira.

Recorde-se que depois de falhado o acordo em setembro, o Governo decidiu avançar sozinho com uma proposta unilateral que apenas previa recuperar dois anos, nove meses e 18 dias dos mais de nove anos congelados aos docentes.

Por via do Orçamento do Estado para 2019, o Parlamento obrigou o Governo a voltar à mesa das negociações com os professores, reinscrevendo na lei a norma que obriga a negociar o prazo e o modo de recuperação do tempo de serviço congelado. Mas o impasse mantém-se.

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