Da mobilidade dos trabalhadores ao nível de produtividade. Melhores alunos de economia perguntaram e Carlos Costa respondeu

Entre as dúvidas dos melhores alunos de economia do país estão, sobretudo, questões relacionadas com o mercado de trabalho, desde o grau de proteção dos trabalhadores ao nível de produtividade.

Eles perguntaram e o governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, respondeu. As perguntas vieram daqueles que foram considerados os dez melhores alunos da licenciatura em economia (2017/2018) das várias faculdades de Portugal. Entre as dúvidas dos jovens está, sobretudo, o mercado de trabalho, desde o grau de proteção dos trabalhadores até ao nível de produtividade das empresas.

Respondendo à pergunta de um dos alunos premiados — Anton Kryvushchenko, da Nova School of Business and Economics –, Carlos Costa referiu que Portugal tem de privilegiar a mobilidade e, ao mesmo tempo, a rede de segurança. Isto porque “queremos ser um país próspero” e, simultaneamente, “queremos ser um país coeso”.

Já João Máximo, da Católica Lisbon School of Business & Economics, quis saber a opinião do governador do Banco de Portugal sobre a evolução da inflação, tendo em conta a questão do emprego. “Será que o nosso mandato não tem já subentendido o mandato do emprego? E tem”, referiu Carlos Costa. “Quando nós asseguramos que a inflação anda em torno dos 2%, estamos a dizer que a tensão no mercado de trabalho é consistente com estes 2%”.

Nuno Campos, da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, mostrou a sua curiosidade e preocupação com a produtividade do país, consciente de que Portugal é um dos países da Europa que apresenta os níveis mais baixos. Será que as aspirações dos millennials — que já não procuram a estabilidade de um trabalho para a vida — poderão influenciar o grau de produtividade?

Para Carlos Costa, as empresas apresentam uma falha na eficiência em termos de qualificações dos colaboradores, mas considera ser algo que esta geração está a recuperar. São as empresas que já existem que têm de se regenerar e revitalizar, “quer com os trabalhadores que lá existem como com os que vão entrar”, para atingir níveis de produtividade mais elevados.

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