Theresa May cancela votação do Brexit para evitar chumbo

Primeira-ministra britânica cancelou a votação crucial sobre o acordo alcançado para o Brexit porque "iria ser rejeitado por uma margem significativa".

Theresa May desmarcou a votação final do acordo do Brexit que deveria acontecer esta terça-feira no Parlamento britânico, porque “iria ser rejeitado por uma margem significativa”.

“Não tenho dúvida de que este acordo é o melhor acordo, é o acordo correto. Representa o melhor acordo”, disse a primeira-ministra aos deputados britânicos, após anunciar o cancelamento da votação em torno do acordo que negociou com a União Europeia para a saída do Reino Unido do projeto comunitário.

May revelou que vai falar com os líderes europeus antes da cimeira europeia do final da semana para discutir eventuais alterações ao backstop a fim de evitar a criação de uma fronteira rígida entre a Irlanda e a Irlanda do Norte.

Libra sobre pressão

Fonte: Reuters

A libra cedia 0,5% face ao dólar, neste que era o dia que se supunha ser a véspera da votação do acordo do Brexit. O Parlamento britânico preparava-se para votar o acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia, alcançado recentemente entre ambas as partes, o passo final necessário para que aconteça o divórcio na primeira metade do próximo ano.

No entanto, os termos do acordo têm merecido forte contestação por parte da oposição e até mesmo do próprio partido do Governo. Mas Theresa May decidiu cancelar a votação do documento agendada para esta terça-feira depois de ter sido alertada de que caminhava a passos largos para o chumbo do acordo.

A primeira-ministra disse que continua comprometida com o acordo que firmou com a UE e instou os deputados a aprovarem o contrato. “Se querem sair sem acordo, a curto prazo causará danos que dificilmente poderão ser recuperados”, sublinhou.

Se o acordo fosse chumbado em Westminster, o Reino Unido seria obrigado a sair da União Europeia sem acordo, ou a cancelar o Brexit. Aliás, só mesmo esta segunda-feira é que foi confirmado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia que os britânicos poderão recuar na decisão de forma “unilateral”, sem que para isso tenham de consultar todos os Estados-membros do bloco.

Estes últimos desenvolvimentos surgem num período crítico para o processo desencadeado por um referendo em 2016. São já várias as vozes que apelam a um segundo referendo, sendo uma delas a de Sadiq Khan, o presidente da Câmara Municipal de Londres.

(Notícia atualizada às 16h16)

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