Após três meses de quebra, novo crédito para a casa volta a acelerar

Os bancos disponibilizaram 811 milhões de euros em novos empréstimos para a compra de habitação, em outubro. Mais 22 milhões que no mês anterior e 105 milhões acima do registado no período homólogo.

Após três meses de quebras em resultado do travão do Banco de Portugal, o mês de outubro foi marcado por uma aceleração da concessão de novos empréstimos para a compra de casa. Foram mais 22 milhões de euros face à concessão registada em setembro e 105 milhões acima do período homólogo.

Dados divulgados pelo Banco de Portugal, nesta terça-feira, indicam que em outubro foram concedidos em Portugal 811 milhões de euros em novo crédito à habitação. Este montante supera em 22 milhões de euros o valor registado no mês de setembro. Comparativamente ao mesmo período do ano passado, observa-se um aumento de 105 milhões de euros, ou de 15%, com o valor a ser o mais elevado dos últimos oito anos.

No acumulado dos primeiros dez meses do ano, as novas operações de crédito à habitação totalizaram 8.104 milhões de euros, o valor mais elevado desde 2010. Face ao mesmo período do ano passado, o montante concedido acresceu 21,7%.

Crédito da casa acelera em outubro

Fonte: Banco de Portugal

Constata-se assim, de setembro para outubro, uma pausa no movimento de quebra dos níveis de disponibilização observados nos três meses anteriores. Em julho, agosto e setembro tinham sido disponibilizados 919, 810 e 790 milhões de euros, respetivamente, em crédito à habitação.

Reduções que surgiram no seguimento da entrada em vigor, em julho, das recomendações da entidade liderada por Carlos Costa aos bancos no sentido de estes terem em conta três tipos de limites na hora de dar crédito às famílias com vista a prevenir situações de sobreendividamento.

Entretanto, o Banco de Portugal veio reconhecer no Relatório de Estabilidade Financeira divulgado já neste mês de dezembro que as suas recomendações já estavam a ser cumpridas por todos os bancos. Na primeira avaliação que fez à implementação destas novas regras, o regulador disse ver “melhorias na avaliação de solvabilidade” dos clientes por parte dos bancos.

Tal como na habitação, também no crédito ao consumo, alvo também das recomendações do Banco de Portugal, se observou uma subida dos níveis de concessão. Em outubro, as instituições financeiras disponibilizaram 397 milhões de euros em empréstimos para consumo. Ou seja, mais 44 milhões de euros quando comparados com o registado no mês anterior. Face ao período homólogo também se verificou um crescimento, mas mais curto: sete milhões de euros (1,8%). Ainda assim, o suficiente para sinalizar um novo máximo desde o mesmo mês de 2004.

No acumulado do ano, as novas operações de crédito ao consumo totalizam 3.882 milhões de euros, 14% do verificado no período homólogo.

Quanto ao crédito para outros fins, as novas operações de outubro ascenderam a 154 milhões de euros, valor similar ao registado no mês anterior. Face ao mesmo mês do ano passado, foram menos dois milhões de euros.

Em resultado do observado no mês de outubro, nos primeiros dez meses do ano os novos empréstimos às famílias ascenderam a 13.480 milhões de euros, mais 15,3% do que em igual período do ano passado.

(Notícia atualizada às 11h42 com mais informação)

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