Espanha vai ter salário mínimo de 900 euros. “Um país rico não pode ter trabalhadores pobres”, diz Pedro Sánchez

Pedro Sánchez anunciou que o Governo vai aprovar a subida do salário mínimo em Espanha para 900 euros. Tal representa a um aumento de 22%, o maior desde 1977.

O salário mínimo espanhol vai subir para 900 euros, no próximo ano. O anúncio foi feito, esta quarta-feira, pelo primeiro-ministro, que adiantou que esse aumento será aprovado em Conselho de Ministros, a 21 de dezembro. “Um país rico não pode ter trabalhadores pobres”, justificou a decisão Pedro Sánchez, num discurso proferido, esta manhã, no Parlamento.

Atualmente, a remuneração mínima garantida espanhola está fixada nos 735,9 euros mensais (14 meses). O aumento previsto para janeiro de 2019 representa, deste modo, uma variação de cerca de 22%, a maior desde 1977, de acordo com o líder do Executivo espanhol.

Esta subida enquadra-se no acordo celebrado pelo Governo de Sánchez com o partido Podemos sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2019. A medida avançará, contudo, ainda antes da discussão desse plano orçamental (que deverá acontecer em janeiro) através da aprovação de um decreto-lei.

De notar ainda que este aumento do salário mínimo espanhol para 900 euros mensais será aprovado em Conselho de Ministros, a 21 de dezembro, em Barcelona. De facto, estas subidas são geralmente fixadas numa das últimas reuniões deste tipo, depois de o Governo ter ouvido os seus parceiros sociais.

Recorde-se que, em julho, os patrões e os sindicatos hispânicos chegaram a um entendimento sobre no Acordo para o Emprego e a Negociação Coletiva, prevendo alcançar os mil euros de salário mínimo nacional (14 meses) até 2020.

(Notícia atualizada às 10h41).

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