PME com restruturações bem-sucedidas vão poder aceder a linha de crédito de 200 milhões de euros

  • Lusa
  • 14 Dezembro 2018

O objetivo desta linha de crédito é dar instrumentos às PME que necessitam de fundos para investir em inovação para se tornarem mais competitivas.

As pequenas e médias empresas portuguesas (PME) que foram objeto de um processo de reestruturação bem-sucedido e que são economicamente viáveis têm à disposição a nova linha de crédito “Restart and Modernise” de 200 milhões de euros.

O Banco Europeu de Investimento (BEI) e a Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) vão disponibilizar 200 milhões de euros para apoiar a modernização e capitalização das PME e mid-caps (empresas de média capitalização) portuguesas. A assinatura deste novo programa “Restart and Modernize” entre o BEI e a IFD, mais conhecida como banco de fomento, decorreu esta sexta-feira no Clube Universitário do Porto e contou com a presença do ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira.

O objetivo desta linha de crédito é dar instrumentos às PME que necessitam de fundos para investir em inovação para se tornarem mais competitivas, nomeadamente para a compra de novas máquinas e matérias-primas. Este novo instrumento prevê não apenas o apoio direto a investimento em capital fixo associado ao desenvolvimento de projetos que visem a recuperação empresarial, mas também o auxílio a necessidades de fundo de maneio resultantes do desenvolvimento de tais projetos, refere uma nota distribuída aos jornalistas no local.

O banco concederá um empréstimo de 100 milhões de euros à IFD, que assegurará que os intermediários financeiros complementem o empréstimo do BEI com, pelo menos, o mesmo montante em benefício das PME e mid-caps, explica. Esta iniciativa pretende concretizar uma das medidas previstas no programa Capitalizar, operacionalizado pelo Ministério da Economia, que visa proporcionar o acesso ao financiamento a empresas recentemente reestruturadas, ao abrigo do novo quadro do Regime Extrajudicial de Recuperação de Empresas, e que têm maiores dificuldades a aceder ao crédito bancário.

No encerramento da cerimónia de assinatura, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, defendeu a necessidade de se apoiar as empresas que passaram pelo difícil processo de reestruturação. “Esta linha de financiamento será um instrumento dirigido às empresas que ultrapassaram essa etapa, canalizando fundos para serem competitivas e, assim, iniciar esta nova fase da sua vida com mais solidez e confiança”, referiu.

Já a vice-presidente do BEI, Ema Navarro, realçou que as PME são “fundamentais” para promover o crescimento económico e a criação de emprego em Portugal. “Através deste financiamento, o BEI está a apoiar empresas que passaram por uma reestruturação de forma bem-sucedida e que agora procuram financiamento para os seus projetos de modernização promovendo ao mesmo tempo a inovação”, vincou.

Já o presidente da Comissão Executiva da IFD, Henrique Cruz, lembrou que sem acesso a novos financiamentos “todos os ativos produtivos” dessas empresas, incluindo os postos de trabalho, correm o risco de ser “desmantelados”, apesar de associados a uma atividade economicamente viável. Vincou ainda que as empresas a que se destinam esta linha de crédito enfrentam “fortes restrições” ao acesso de crédito junto das instituições.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PME com restruturações bem-sucedidas vão poder aceder a linha de crédito de 200 milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião