EDP Renováveis obtém 400 milhões de dólares com acordo “tax equity” nos EUA

A empresa liderada por João Manso Neto obteve 400 milhões de dólares num novo acordo "tax equity" com o Citigroup Global Markets e outra instituição financeira.

A EDP Renováveis financiou-se em 400 milhões de dólares através de um novo acordo de tax equity com o Citigroup Global Markets e outra instituição financeira cujo nome não foi revelado, lê-se num comunicado divulgado pela empresa. Em troca, cedeu um interesse económico em dois projetos eólicos localizados nos estados de Indiana e Kansas.

“A EDP Renováveis […] assegurou 400 milhões de dólares através de um financiamento tax equity […] em troca de um interesse económico nos projetos eólicos Meadow Lake VI (200 MW) e Prairie Queen (199 MW). […] Ambos os projetos têm garantidos contratos de venda de longo prazo”, indica a nota enviada à CMVM.

O financiamento do projeto Meadow Lake VI, que totaliza 193,5 milhões de dólares, está concluído, e o financiamento do projeto Prairie Queen deverá acontecer próximo ao início da entrada em operação do respetivo parque, o que é esperado ocorrer durante a primeira metade de 2019″, acrescenta.

Segundo a empresa liderada por João Manso Neto, “o sucesso na execução da parceria institucional para os projetos de 2018/19 posiciona a EDP Renováveis como um player de qualidade, capaz de gerar crescimento com base em contratos de longo prazo e de garantir financiamento institucional” relevante.

Os financiamentos tax equity são comuns nas empresas privadas de energia eólica, como é o caso da EDP Renováveis, que já anunciou diversos acordos deste género no mercado norte-americano. Em meados de setembro, a EDP Renováveis assegurou 267,5 milhões de dólares num financiamento tax equity, em troca de um interesse económico em dois projetos eólicos nos estados de Nova Iorque e Iowa.

Através destes acordos, as elétricas conseguem financiamento para os seus projetos mediante acordos com empresas financeiras que permitem usufruir de benefícios fiscais e reduzir as suas obrigações tributárias. Por seu lado, estas financeiras assumem um interesse económico nos projetos em causa.

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