Governo aposta na ferrovia. Quer Lisboa-Porto em duas horas

  • ECO
  • 22 Dezembro 2018

Estão previstos mais de 20,4 mil milhões de euros em projetos e programas de investimento a concretizar na próxima década, com destaque para o investimento nos transportes e mobilidade.

O Governo tem um plano de 20 mil milhões de euros para grandes obras públicas. Grande parte deste valor será utilizado para a mobilidade, com especial destaque para a ferrovia. Um dos objetivos é o de aumentar exponencialmente a capacidade do eixo ferroviário Porto-Lisboa. A ligação entre as duas cidades deverá ser feita em menos de duas horas.

Quadruplicar a capacidade do eixo ferroviário Porto-Lisboa é a grande obra pública prevista no Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI2030), avaliado em 20,4 mil milhões de euros, que o Executivo quer fazer chegar à Assembleia da República já em janeiro, revelou Pedro Marques, ministro das Infraestruturas, ao Expresso (acesso pago).

Só neste eixo estão previstos mais 163 quilómetros de ferrovia, um esforço de 1.500 milhões de euros e a construção dos troços Cacia-Gaia, Soure-Coimbra, Santarém-Entroncamento e Alverca-Azambuja, revela o governante ao semanário. “Vamos fazer Porto-Lisboa de comboio em menos de duas horas”, assegura.

Além deste troço, no top dos maiores investimentos estão também:

  • A ligação ferroviária Aveiro/Mangualde (600 milhões de euros);
  • A segunda fase da expansão do aeroporto de Lisboa (outros 600 milhões);
  • A expansão dos metros do Porto (600 milhões) e Lisboa (400 milhões), que terão novas estações além das que já estão a ser discutidas.

Tudo somado, estão previstos mais de 20,4 mil milhões de euros em projetos e programas de investimento a concretizar na próxima década, com destaque para o investimento nos transportes e mobilidade (12.765 milhões), na energia (3.650 milhões), ambiente (3.270 milhões) e regadio (750 milhões).

O Governo espera conseguir blindar o plano de grandes obras públicas com uma maioria de dois terços dos deputados. “O país está farto de dissensos e de avanços e recuos nas grandes infraestruturas”, dramatiza o ministro. E há, naturalmente, um piscar de olho especial: “Se se quer alcançar essa estabilidade, o papel do PSD é inegável“, diz Pedro Marques.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Governo aposta na ferrovia. Quer Lisboa-Porto em duas horas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião