Apple a derrapar 8% empurra Wall Street de volta ao vermelho

As ações da Apple estão a ser fortemente penalizadas depois de a tecnológica ter revisto em baixa as estimativas de vendas, o que se justifica com o abrandamento da economia chinesa.

As bolsas norte-americanas voltaram, esta quinta-feira, a abrir em queda, depois da ligeira recuperação conseguida na última sessão. Isto num dia em que a Apple está a perder mais de 8%, depois de ter revisto em baixa as estimativas de vendas, num novo sinal de que a economia chinesa está a abrandar.

O índice de referência S&P 500 abriu a cair 0,73%, para os 2.491,96 pontos. Já o industrial Dow Jones está a desvalorizar 0,94%, para os 23.125,99 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq é o mais pressionado, ao recuar 1,15%, para os 6.589,12 pontos.

Este movimento acontece numa altura em que as ações da Apple estão a ser fortemente penalizadas pela revisão em baixa das estimativas de vendas — algo que não acontecia há quase duas décadas. A justificar esta revisão está a procura por parte da China, mais baixa do que o esperado, o que, por sua vez, é explicado pelo abrandamento da economia chinesa.

A gigante tecnológica perde 8,74%, para os 144,25 dólares por ação, está, assim, prestes a baixar da fasquia dos 700 mil milhões de dólares de capitalização bolsista, podendo ser ultrapassada pela Alphabet (a casa mãe da Google) em valor de mercado.

A desaceleração económica da China já tem vindo a penalizar o desempenho dos mercados acionistas há vários dias. Na última sessão, Wall Street abriu com fortes quedas, seguindo a tendência da bolsas asiáticas e europeias, depois de as autoridades chinesas terem divulgado os dados da produção industrial relativos a dezembro, que se situou nos níveis mais baixos desde fevereiro de 2016. O setor está a registar uma contração pela primeira vez em mais de dois anos.

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