XC40 é um sucesso. E a gasolina? Também

Nasceu há pouco mais de um ano, mas demorou a pisar as estradas nacionais (por causa das portagens). Mas o XC40 lá chegou, com o diesel a atrair muitos portugueses. E a gasolina?

A Volvo sabe fazer SUV. Tem o XC90, o XC60 e, mais recentemente, “nasceu” o XC40. O “baby” da marca sueca teve um “parto” difícil por causa do sistema de portagens português, mas superada essa barreira, foi vê-los começarem a rolar por essas estradas. É um pequeno sucesso. O look diferenciador é um chamariz, a qualidade também. E, claro, o preço nas versões mais modestas, seja a gasóleo ou a gasolina.

Se o XC90 inspirou claramente o XC60, aquele que foi considerado o melhor automóvel do mundo pela World Car Awards, com o seu SUV mais pequeno, a Volvo optou claramente por ser bem mais ousada. E tinha de o ser, já que precisava de entrar num campeonato com concorrentes de peso (embora todos de dimensões reduzidas), como é o caso do Q3, da Audi, ou do X1, da BMW.

O resultado foi um SUV de pequenas dimensões (4,425 m de comprimento, 1,863 m de largura e 1,652 m de altura), com linhas simples, retas, mas nada aborrecidas. Está cheio de estilo. E com um quê de futurista, mas sem exagerar. É só o suficiente para agradar à vista de muitos condutores — é o Carro do Ano na Europa –, sendo que tem conquistado também muitas condutoras — é o Women´s World Car of the Year.

Se o exterior, onde não poderia faltar a famosa assinatura LED conhecida como “Martelo de Thor“, as jantes de grandes dimensões ou a cor bi-tom (a gosto), marca a diferença, pela irreverência, no interior encontramos tudo o que a marca oferece nos restantes modelos. Em ponto reduzido, é certo, mas sempre com qualidade. É verdade para os bancos em pele (que custam 1.230 euros), os acabamentos no tablier e também para o sistema de infotainment.

É tudo mais compacto no XC40, exceto o motor que responde pela maioria das vendas deste SUV. O D3 de 150 cv (um 2.0 a gasóleo) é um excelente aliado do “baby” da Volvo, mas puxa também muitos outros modelos da fabricante sueca. Responde com vigor, mas é sempre comedido no que toca aos consumos. É o melhor de dois mundos, mas… é a diesel.

Enquanto a eletrificação total não chega, a Volvo tem apostado nos híbridos, mas também em motores a gasolina cada vez mais pequenos. É o caso do T3, um motor de 1.5 litros, com 156 cv, que o ECO ensaiou. É um três cilindros cheio de alma (o turbo ajuda bastante), que ronrona de cada vez que carregamos no acelerador.

Parece quase anti-natura ouvir aquele barulhinho dos motores a gasolina quando estamos ao volante de um SUV como este, mas é cada vez mais esta a tendência. E a Volvo prova, com este pequeno bloco, que pode retirar-se muito dos motores a gasolina, ao ponto de se conseguirem desempenhos idênticos com apenas mais alguns litros a cada 100 quilómetros percorridos (6,3 a 6,5 litros contra os 5,6 a 5,8 do diesel). Só custa um pouco mais quando nos entusiasmamos com o ronco. Aí paga-se mais na “bomba”.

O T3 é, sem dúvida, uma opção a ter em conta. E com um preço base que começa nos 35 mil euros, torna-se interessante — ainda que o diesel acabe por não ter um preço muito superior. O único problema poderá estar no valor a gastar com os extras, cada um mais apetecível que o outro. Por isso, rapidamente os 35 passam a 42 com o R-Design. E no caso da unidade ensaiada pelo ECO, o valor a pagar chega aos 47 mil.

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