Exportações de calçado recuam pela primeira vez em oito anos

As exportações de calçado, apesar de terem aumentado em volume, caíram em valor durante o ano de 2018. Recuo é de 2,85% e é o primeiro registado no setor nos últimos oito anos.

As exportações de calçado terão recuado 2,85% para os 1,904 mil milhões de euros, de acordo com o gabinete de estudos da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado (APICCAPS). Esta é a primeira descida das exportações do setor em oito anos.

A associação considera que este terá sido um ano atípico, uma vez que as exportações aumentaram em volume, mas recuaram em valor. Segundo dos dados da APICCAPS, o setor terá exportado, o ano passado, 85 milhões de pares de sapatos, um crescimento de 2,4% face ao ano anterior.

“O abrandamento das principais economias mundiais para onde a indústria portuguesa de calçado exporta mais de 95% da sua produção terá afetado o setor e contribuído para o desempenho final”, justifica a APICCAPS em comunicado.

A associação diz mesmo que este mesmo “sentimento ‘agridoce’ foi vivido pelos dois grandes concorrentes de Portugal, respetivamente Itália (até agosto as exportações italianas de calçado recuaram 3,1% em volume para 143,6 milhões de pares e registaram um acréscimo em valor de 37% para 6,5 mil milhões de euros, e Espanha (recuos de 3,6% e 1%, respetivamente, em valor e volume para 122,7 milhões de pares no valor de 2.018 milhões de euros até setembro).

Ainda assim, a APICCAPS antecipa que “2019 deverá ser um ano de afirmação do calçado português nos mercados externos“.

Nesse sentido, serão investidos mais de 18 milhões de euros em atividades promocionais, com o apoio do Programa Compete 2020. A APICCAPS refere ainda que “a participação nos principais eventos internacionais da especialidades em mais de 15 mercados implicará um investimento de 16 milhões de euros” que deverão contar com a participação de mais de 200 empresas. Os restantes dois milhões serão aplicados na promoção das marcas.

Como grandes prioridades para 2019, a associação liderada por Luís Onofre destaca como grandes prioridades “aumentar as vendas no exterior, diversificar os mercados de destino e o leque de empresas exportadoras”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Exportações de calçado recuam pela primeira vez em oito anos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião