Armando Vara ainda em liberdade. Falta de documentos atrasa mandado de prisão

Juíza responsável pelo processo avisa que tribunal da Relação do Porto é responsável pelo atraso do mandado de detenção de Vara e outros arguidos do caso Face Oculta.

Estão em falta documentos nos autos da Face Oculta que impedem a emissão do mandado de prisão para Armando Vara. Quem o diz é a juíza Marta de Carvalho, responsável pelo processo, que explicou esta segunda-feira em comunicado que os atrasos se devem ao facto de o tribunal da Relação do Porto não ter enviado dois apensos quando deu seguimento do processo para Aveiro, em final de dezembro.

A juíza já terá requerido à Relação do Porto o envio dos apensos em falta, noticia o Observador esta segunda-feira. Houve também pedidos de prescrição que foram apresentados por três arguidos do caso à última da hora — por Manuel Gomes, João Godinho e Hugo Godinho — que contribuíram para o atraso.

Ainda segundo o comunicado, está em falta “certificação anterior da tramitação anterior ao acórdão do Tribunal Coletivo, designadamente os termos de identidade e residência de qualquer dos arguidos recorrentes, instrumentos de procuração, notificações de atos processuais, autos de interrogatório judicial e despachos relativos a eventuais medidas de coação, certificação de mandados ou autos de detenção”.

Armando Vara aguarda há quase um mês pela ordem de prisão, depois de ter perdido recurso no Tribunal Constitucional. O arguido, condenado a cinco anos de prisão efetiva por tráfico de influências, já se tinha disponibilizado para se apresentar na prisão no dia 12 de dezembro.

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