Jerónimo Martins fatura 17,3 mil milhões. Mais de dois terços das receitas vêm da Polónia

A Jerónimo Martins fechou o ano com vendas de 17,3 mil milhões de euros, mais 6,5% do que no ano anterior, apesar de menos 21 dias de vendas na Polónia. Pingo Doce cresceu 4,6%.

A Jerónimo Martins fechou o ano de 2018 com um volume de vendas de 17,3 mil milhões de euros, um crescimento de 6,5% face ao ano anterior, revelou a empresa em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Estes números, que são ainda preliminares, estão em linha com as estimativas dos analistas do BPI.

A Polónia, a exemplo dos anos anteriores, é quem mais contribui, com as vendas da Biedronka a atingirem os 11,691 mil milhões de euros, um crescimento de 5,6% face a 2017. A Jerónimo Martins salienta que teve menos 21 dias de vendas na Polónia, devido à obrigatoriedade de encerrar aos domingos. O mercado polaco tem um peso de 67,4% nas contas do grupo.

Já as receitas geradas pelo Pingo Doce, principal insígnia do grupo em Portugal, cresceram 4,6% para os 3,835 mil milhões de euros. A insígnia abriu dez novas localizações no ano. Também em Portugal, o Recheio registou um crescimento de 4% para os 980 milhões de euros.

Na Colômbia, a Ara viu as vendas aumentarem 47,9% para os 599 milhões de euros.

Em comunicado a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos diz que “ 2018 foi um ano exigente, particularmente na Polónia, onde enfrentámos uma mudança significativa das regras de funcionamento do mercado”.

“Fomos capazes de aumentar as quotas de mercado nas três geografias, ao mesmo tempo que gerimos cuidadosamente o mix de vendas enquanto impulsionador fundamental do crescimento rentável”, acrescenta o presidente executivo. “Acreditamos que esta será uma vantagem chave na entrada em 2019”, remata.

A Jerónimo Martins apresenta os resultados de 2018 no próximo dia 27 de fevereiro, após o fecho do mercado.

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