Science4You já não vai para a bolsa. Fraca procura deixa cair OPV

A empresa de brinquedos já não vai entrar em bolsa. Oferta de ações tinha sido estendida até 1 de fevereiro, mas a procura reduzida acaba por deixar cair a operação.

A Science4You já não vai para a bolsa. Depois de pedir à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para estender o prazo de oferta de ações até 1 de fevereiro — uma vez que não tinha ordens necessárias no prazo inicial –, a empresa de brinquedos didáticos revela que dada a fraca procura registada, decidiu não avançar com o contrato de liquidez anunciado. Operação cai, assim, por terra.

“Considerando que na presente data não está verificada a condição a que a oferta se encontra sujeita, a sociedade decidiu não formalizar o contrato de liquidez a que é feita referência na adenda ao prospeto da oferta aprovada em 14 de dezembro de 2018″, revela a empresa liderada por Miguel Pina Martins em comunicado enviado à CMVM.

Na altura em que a Science4You prolongou o prazo de oferta das ações até ao primeiro dia de fevereiro, explicou esse prolongamento do prazo com a contratação de um novo contrato de liquidez com um intermediário financeiro. Agora, um mês depois, e a 15 dias do final do prazo de aceitação de ordens, a empresa revela que a procura registada não justifica a realização do contrato que deveria ter sido anunciado ao mercado até 11 de janeiro.

Neste sentido, Miguel Pina Martins revela que “as ordens entretanto transmitidas poderão ser revogadas até ao termo do período de aceitação da oferta”, 1 de fevereiro. Ou seja, quem deu ordens de compra das ações que estavam a ser vendidas a 2,45 euros, cada, pode agora cancelá-las. A operação continua “viva”, mas já é certo que não será concluída com sucesso.

A Science4You previa realizar uma oferta pública de subscrição de até 3.367.346 novas ações, no âmbito do aumento de capital, e uma oferta pública de venda de 2.755.102 ações já existentes e alienadas pelos atuais acionistas. Entre esses acionistas estão o Millennium Fundo de Capitalização, a Portugal Ventures e o Banco Europeu de Investimento. Iam reduzir a posição, mas já não o farã através da OPV.

A Science4You é só mais uma numa já longa lista de empresas que nos últimos meses cancelaram operações no mercado de capitais português. A Sonae Retalho foi a primeira a deixar cair a entrada em bolsa, seguindo-se depois o fracasso do aumento de capital da Vista Alegre e o adiamento de uma operação idêntica por parte da Pharol. As condições adversas do mercado foram sempre apontadas como justificação.

(Notícia atualizada às 14h27 com mais informação)

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