Enfermeiros não desistem da greve. Param entre 22 e 25 de janeiro

  • ECO
  • 17 Janeiro 2019

Na reunião entre o sindicato e a ministra da Saúde não foi alcançado um acordo. Em causa estará a questão das carreiras, e reivindicações como a antecipação da idade da reforma.

A greve dos enfermeiros entre 22 e 25 de janeiro vai manter-se. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses reuniu-se esta manhã com a ministra da Saúde, Marta Temido, mas não foi alcançado acordo, segundo avança a Renascença (acesso livre). O obstáculo foi a questão das carreiras, aponta o sindicalista José Carlos Martins.

Para os enfermeiros, a consagração da categoria de enfermeiro especialista, um dos pontos essenciais para os profissionais, não é suficiente. “Tudo o resto está muito longe daquilo que é a justa reivindicação: aquilo a que se entenderia de uma carreira justa e valorizada”, explica José Carlos Martins, em declarações aos jornalistas.

A carreira introduz “elementos de injustiça”, já que “o Governo não quer abrir a porta para negociar a aposentação mais cedo, mecanismos de compensação da própria penosidade“, continua. A greve irá estender-se por quatro dias, “um dia de greve por região de saúde”, indica o sindicalista.

Na sexta-feira, o Governo reuniu-se com os sindicatos de enfermeiros, reunião que resultou em algumas cedências aos profissionais – como a criação da categoria de enfermeiro especialista e o descongelamento das progressões na carreira – mas não em todas as reivindicações sindicais, que exigem também aumentos salariais e a antecipação da idade da reforma.

No mesmo dia, a ministra da Saúde, Marta Temido, advertiu que o Governo tem “linhas vermelhas” nas negociações com os enfermeiros, porque não pode pôr em causa a “sustentabilidade financeira” de Portugal e tem de tratar com equidade todas as profissões.

Através de um movimento de profissionais denominado “Movimento Greve Cirúrgica”, os enfermeiros conseguiram já recolher mais de 420 mil euros para ajudar a financiar os colegas que façam greve, através de uma recolha de fundos feita por uma plataforma ‘online’.

Na primeira greve cirúrgica, que decorreu entre 22 de novembro e fim de dezembro passado, este movimento tinha conseguido recolher mais de 360 mil euros para apoiar os colegas em greve, compensando-os por deixarem de receber ordenado. Estima-se que a greve que terminou no fim de dezembro tenha levado ao adiamento de cerca de oito mil cirurgias programadas, segundo os dados oficiais.

(Notícia atualizada às 12h58)

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