Retalho acelera. Bolsa de Lisboa avança

O PSI-20 destaca-se com um dos melhores registos a nível europeu, numa sessão em que a Jerónimo Martins e a Sonae se destacaram pela positiva.

A bolsa nacional fechou em alta, apresentando um dos melhores registos a nível europeu. Os títulos do setor do retalho foram os principais responsáveis pelo avanço do PSI-20. A Jerónimo Martins comandou os ganhos do índice lisboeta com uma valorização de quase 3% das suas ações.

O PSI-20 encerrou a valorizar 0,34%, para os 5.086,01 pontos, com 11 títulos em terreno positivo, seis em queda e um inalterado: a Ibersol. O Stoxx Europe 600, índice que agrega as 600 maiores capitalizações bolsistas europeias, terminou na linha de água com uma subida muito ligeira de 0,06%.

Na praça lisboeta, o retalho sobressaiu pela positiva, com a Jerónimo Martins na dianteira dos ganhos do PSI-20. As ações da empresa liderada por Pedro Soares dos Santos somaram 2,65%, para os 12,78 euros, um máximo de quatro meses. A dona do Pingo Doce continua a beneficiar dos números positivos relativos à sua atividade no ano passado, após a divulgação das suas vendas preliminares.

Jerónimo Martins acelera até máximos de quatro meses

Esta quarta-feira também a Sonae SGPS dará conta ao mercado das suas vendas preliminares relativas a 2018. O BPI antecipa que as vendas da Sonae tenham evoluído de forma positiva no ano passado, beneficiando do consumo dos portugueses, que se manteve forte no último trimestre do ano passado. Os analistas do banco estimam que as vendas da retalhista se tenham fixado em 5.583 milhões de euros, em 2018. Ou seja, 6% acima do registado em 2017.

Devido a essa expectativa, ou não, certo é que as ações da Sonae estiveram entre os melhores registos da sessão lisboeta. O título avançou 1,04%, para os 92,70 cêntimos.

O BCP também ajudou a suportar os ganhos em Lisboa, com as suas ações a ganharem 0,83%, para os 24,20 cêntimos. Esse desempenho acontece depois de na terça-feira o banco liderado por Miguel Maya ter anunciado que contratou vários bancos para explorar mercado com vista à realização de uma emissão de títulos de dívida subordinados perpétuos.

A EDP também esteve no foco das atenções dos investidores, já que esta quarta-feira a elétrica realizou uma emissão de dívida verde híbrida a 60 anos. Conseguiu colocar mil milhões de euros a uma taxa de 4,5%, operação que foi alvo de uma forte procura. As ordens foram acima de três mil milhões de euros. Em bolsa, o desempenho não foi tão fulgurante. As ações da empresa liderada por António Mexia somaram uns ligeiros 0,26%, para os 3,048 euros.

A impedir ganhos mais acentuados para o PSI-20 esteve a Galp Energia. As ações da petrolífera recuaram 1,73%, para os 13,9 euros, o pior registo do índice. Esse recuo acompanhou o rumo das cotações do petróleo nos mercados internacionais: caiam perto de 1%.

(Notícia atualizada às 16h56 com mais informação)

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