BCP prepara emissão de dívida perpétua para reforçar capital

O BCP anunciou que contratou vários bancos para explorar mercado com vista à realização de uma emissão de títulos de dívida subordinados perpétuos, classificada como AT1.

O BCP prepara-se para ir ao mercado. Contratou vários bancos para explorar a possibilidade de realizar uma emissão de títulos de dívida subordinados perpétuos, classificada como Additional Tier 1 (AT1), ou seja, que conta para os rácios de capital. A emissão deste tipo de dívida vai de encontro ao exigido pelo Banco Central Europeu (BCE) às instituições financeiras da Zona Euro.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco liderado por Miguel Maya revela que “mandatou o Millennium BCP, o Credit Suisse Securities, o JPMorgan e o UBS Investment Bank para organizarem um conjunto de reuniões com investidores qualificados em Lisboa, Londres e Paris, a terem lugar a 23 de janeiro” para a potencial emissão.

Dependendo das condições de mercado, o banco poderá decidir realizar em seguida uma emissão de títulos de dívida subordinados perpétuos, denominada em euros, a taxa fixa, com possibilidade de reembolso antecipado, por parte do Banco, a partir do final do 5.º ano”.

Estes títulos contarão com o “mecanismo de redução temporária do respetivo valor nominal em caso de verificação de um nível de fundos próprios principais de nível 1 de 5,125%, que se pretende que venha a preencher os requisitos regulamentares para poder ser classificada como instrumento de fundos próprios adicionais de nível 1“, refere o banco.

Esta dívida perpétua enquadrada no capital AT1, é considerada mais arriscada entre os vários tipos de dívida, isto porque é a primeira a enfrentar perdas em caso de problemas no banco que a emite. Essa é a razão para ser, tendencialmente, mais cara para as instituições financeiras.

O BCP não é o primeiro banco a realizar uma emissão de dívida AT1. A CGD foi a primeira, mas outros bancos seguiram o exemplo, respondendo às exigências do supervisor, o BCE, que quer que todos os bancos tenham uma espécie de “pára-choques” perante eventuais crises.

(Notícia atualizada às 10h57 com mais informação)

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