Juro de 9,25% para emitir dívida subordinada? “É o preço de mercado”, diz Maya

Miguel Maya diz que taxa de juro de 9,25% obtida pelo BCP na emissão de 400 milhões de euros de dívida perpétua está dentro daquelas que eram as suas expectativas face ao cenário macro e geopolítico.

Miguel Maya está satisfeito com o resultado da emissão de dívida perpétua realizada pelo BCP na última quinta-feira. “É o preço de mercado“, foi desta forma que, à margem da cerimónia de lançamento da emissão do primeiro cartão UnionPay, o CEO do BCP comentou a taxa de juro de 9,25% obtida nesta operação que permitiu ao banco 400 milhões de euros de financiamento.

O presidente executivo do BCP começa por contextualizar o tipo de operação que esteve em causa. “Não estamos a falar de uma emissão obrigacionista. Estamos a falar de um instrumento que é quase capital, de adicional Tier 1, numa emissão que é perpétua e que conta para o reforço dos capitais próprios do banco“, começa por dizer, explicitando que esta “já constava do plano” do banco.

O CEO do BCP reconhece ainda que as condições atuais dos mercados não são as mais favoráveis e que perante outro cenário o juro conseguido até poderia ser mais atrativo. Mas prefere jogar pelo seguro.

“É óbvio, e tenho consciência, que se em termos macroeconómicos e em termos geopolíticos as coisas evoluírem de uma forma favorável, se poderá dizer que emitimos caro“, começa por admitir. Mas acrescenta que esse não é o cenário que o BCP antevê. “A perspetiva que tinha no momento em que tomei essa decisão, e que tenho, é que há demasiadas incertezas ao longo do ano de 2019, em termos geopolíticos e macroeconómicos”, esclarece.

"É o preço que está dentro daquelas que eram as nossas expectativas no momento que os mercados estão a viver e em que as bolsas estão a registar perdas muito significativas e há muita incerteza relativamente ao futuro.”

Miguel Maya

CEO do BCP

Queremos um banco de baixo risco. Portanto, uma vez que anunciamos que estamos a concretizar a aquisição de uma operação na Polónia, tínhamos no nosso plano de capital fazer esta emissão ao longo do ano. A única coisa que fizemos foi a leitura do que iria acontecer ao longo do ano, e face a isso decidimos tomar menos risco”, acaba por assumir Miguel Maya.

Perante esse contexto e expectativa, o CEO do BCP considera que a taxa de juro obtida “é o preço de mercado”. “É o preço que está dentro daquelas que eram as nossas expectativas no momento que os mercados estão a viver e em que as bolsas estão a registar perdas muito significativas e há muita incerteza relativamente ao futuro”, conclui.

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