Mycujoo. Esta startup portuguesa quer criar a “maior comunidade de desporto do mundo”

A startup portuguesa celebrou uma parceria com a Federação Internacional de Hóquei, para fornecer a tecnologia para a transmissão ao vivo de alguns eventos. Mais acordos serão anunciados neste ano.

“Estamos a criar a maior comunidade de desporto do mundo”. É assim que Pedro Presa descreve o projeto que ajudou a criar, a mycujoo, uma startup portuguesa que tem uma plataforma digital de transmissão de jogos de futebol em direto. Entre parcerias e novas ferramentas, a startup tem nos planos crescer e transformar a plataforma em algo mais.

A mais recente parceria da mycujoo, celebrada neste mês com a Federação Internacional de Hóquei (FIH), valeu-lhes um destaque na Forbes. A startup vai fornecer a tecnologia e plataforma digital para a transmissão ao vivo dos principais eventos da FIH, que incluem a Copa do Mundo de Indoor e as eliminatórias olímpicas.

Nos próximos meses vão “crescer bastante com parcerias grandes”, promete Pedro, explicando que, por agora, são confidenciais. O que já pode adiantar é que a plataforma deverá evoluir, e deixar de se focar exclusivamente no streaming. “Vamos lançar ferramentas para que os jogadores possam começar a criar conteúdo“, revela o cofundador. Vídeo, texto e outros formatos vão permitir uma maior interação entre os adeptos e os jogadores na plataforma.

Os irmãos João e Pedro Presa, fundadores da mycujoo.mycujoo

E quem são as pessoas que seguem a mycujoo? A maioria, cerca de 70%, é composta por jogadores de futebol abaixo dos 35 anos. Uma das metas da startup é baixar o nível de idades para a faixa entre os 14 e 26 anos. Mas o objetivo principal é o crescimento de utilizadores únicos sendo que, atualmente, contam já com cerca de três milhões. “Estimamos que, até ao fim de 2019, teremos 20 milhões”, confia Pedro.

"Vamos lançar ferramentas para que os jogadores possam começar a criar conteúdo.”

Pedro Presas

Cofundador da mycujoo

As mulheres não ficam de fora da plataforma, representando cerca de 20% dos utilizadores. A mycujoo tem uma “aposta muito grande no futebol feminino”, conta Pedro, com uma pessoa dedicada exclusivamente a esta modalidade. No serviço de streaming estão disponíveis várias ligas femininas, como a japonesa e a tailandesa, e a startup tem direitos exclusivos em clubes de alguns países que vão participar no mundial neste verão, em França.

Um ano em grande

Refletindo sobre o ano que passou, a negociação dos contratos com a Confederação Africana de Futebol e com a Confederação de Futebol da Oceânia foram os pontos altos. A mycujoo já transmite jogos em 120 países, número que deve aumentar neste ano. Por Portugal, as parcerias envolvem mais de 300 clubes, entre os quais o SC Braga, o Boavista FC e o Nacional da Madeira.

Um dos objetivos que tinham definido para o ano passado, de chegar à transmissão de 16 mil jogos em direto na plataforma, foi alcançado. Para este ano, a parada sobe: querem transmitir 150 mil eventos ao vivo, através das plataformas e também com a introdução de outros conteúdos.

A nível de empresa, um dos marcos que definiu 2018 para o cofundador, foi a passagem à fase de scaleup, depois de fechar uma ronda de financiamento de série A, o que levou a equipa, sediada em Amesterdão, a crescer de 30 para 70 pessoas. Essa expansão também se refletiu em Portugal, onde concentram 40 pessoas. Depois de contratações para o escritório de Lisboa, irão ainda abrir um escritório no Porto até ao final de fevereiro.

Já presentes em vários mercados, aqueles que se destacam podem não ser o que se esperaria de uma plataforma de futebol. “O Brasil é o número um”, refere Pedro, mas segue-se a Indonésia, a Tailândia, os EUA e o Japão. Portugal finaliza a lista dos mercados com mais relevância para a plataforma de streaming.

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