Powell paciente, investidores eufóricos. Wall Street dispara

Os principais índices bolsistas dos EUA encerraram com ganhos em torno de 2%, depois de o presidente da Fed ter dito que irá ser paciente em relação à subida dos juros este ano. Apple também ajudou.

Powell falou e os investidores gostaram do que ouviram. Os principais índices bolsistas norte-americanos somaram ganhos em torno de 2%, nesta quarta-feira, dia em que o presidente da Reserva Federal dos EUA disse que pretende ser paciente em relação à subida dos juros este ano.

“A economia dos EUA está num bom momento e usaremos a política monetária para a manter assim. O outlook é positivo, mas há novos dados”, afirmou Powell, apontando para o Brexit, as negociações comerciais entre EUA e China, bem como o shutdown governamental no país. O presidente da Fed sublinhou que a desaceleração económica em outras geografias tem grande impacto para os EUA.

Daí ter optado por dizer que “uma abordagem de esperar para ver é a mais apropriada“. O resultado da primeira reunião de política monetária de 2019 da Fed foi assim manter os juros de referência inalterados.

Os investidores apreciaram as palavras de Jerome Powell, o que se refletiu no rumo dos principais índices bolsistas dos EUA. O S&P 500 valorizou 1,57%, para os 2.681,35 pontos, o Dow Jones somou 1,77%, para os 25.014,6 pontos, e o Nasdaq ganhou 2,18%, para os 7.181,76 pontos.

“Os mercados receberam aquilo que queriam na declaração escrita da Fed, incluindo tanto a noção da paciência do banco central em relação a futuras subidas de juros e maior flexibilidade na sua abordagem de redução do balanço”, afirmou Mohamed El-Erian, economista-chefe conselheiro da Allianz, citado pela Reuters.

O rumo positivo de Wall Street deveu-se ainda ao bom desempenho da Apple, no seguimento de resultados acima do esperado anunciados na terça-feira à noite. As ações da empresa liderada por Tim Cook dispararam quase 7%, depois de a Apple ter reportado um acentuado crescimento do negócio de serviços. Tal permitiu aliviar os receios dos investidores, depois de no início deste mês a empresa da “maçã” ter revisto em baixa as previsões de vendas para o trimestre corrente.

Também a Boeing ajudou, com as suas ações a também dispararem mais de 6%, apoiadas nos resultados anuais. Pela primeira vez na sua história, o gigante da aviação viu a suas vendas superarem a fasquia dos 100 mil milhões de dólares.

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