Ferrovia 2020 com taxa de execução inferior a 9%

  • ECO
  • 31 Janeiro 2019

Pedro Marques apresentou 20 projetos do plano ferroviário nacional: oito já deveriam estar concluídos e 11 em execução. Apenas seis estão em obra.

O Governo ainda só cumpriu menos de 9% do programa da Ferroria 2020. O plano ferroviário nacional, 20 projetos apresentados por Pedro Marques, em fevereiro de 2016, no Pragal, está atrasado e muitos dos planos ainda nem sequer começaram. Das duas dezenas de projetos, oito já deveriam estar concluídos e 11 deveriam estar já em execução. No entanto, só existem seis em obra, escreve esta quinta-feira o jornal Público [acesso condicionado].

Segundo as contas da publicação, dos 2,7 mil milhões de euros anunciados pelo Governo para modernizar os caminhos-de-ferro nacionais até ao próximo ano, há investimentos em curso no valor de 158 milhões de euros, que reflete uma taxa de execução de 7%. Se, no entanto, se retirarem os 675 milhões estimados para a nova linha Aveiro-Mangualde, chumbada duas vezes pela Comissão Europeia por falta de rentabilidade, o programa de modernização reduz-se a dois mil milhões o que perfaz 8,8% do montante em execução.

Dos seis projetos a decorrer, a obra mais adiantada é a da modernização da linha do Minho, orçamentada em 86,2 milhões mas que já deveria ter ficado concluída em 2018.

O plano ferroviário nacional previa intervir em 1.193 quilómetros da via férrea, dos quais 214 de construção de linha nova e 979 de modernização. Até ao momento, escreve o Público, não existe qualquer quilómetro de nova linha construído.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ferrovia 2020 com taxa de execução inferior a 9%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião