PCP quer nova ponte no Tejo e aeroporto em Lisboa. E TGV para Espanha

  • ECO
  • 5 Fevereiro 2019

Depois de o Governo ter aprovado e remetido à Assembleia da República o Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030, o PCP apresentou um projeto de resolução com as suas opções de investimento.

O Partido Comunista Português (PCP) tem propostas para o Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030. Depois de o Governo ter aprovado e remetido à Assembleia da República o plano, apresentou um projeto de resolução em que defende um novo aeroporto de Lisboa, uma nova travessia do Tejo e TGV para ligar Lisboa e Porto a Madrid.

De acordo com o Jornal de Negócios (acesso pago), os comunistas criticam o PNI 2030 pelo “caráter insuficiente e limitado dos níveis globais de investimento público previstos para tão largo período – cerca de 21 mil milhões de euros”. E dizem que tem “como consequência o adiamento de um elevado número de investimentos para lá de 2030”.

É neste sentido que o partido liderado por Jerónimo de Sousa apresenta as suas grandes opções. A introdução da alta velocidade ferroviária em Portugal nas ligações de Lisboa a Madrid e ao Porto é um dos projetos prioritários defendidos pelo PCP para a próxima década.

Além da alta velocidade, o PCP entende que o país deve ainda projetar e calendarizar o novo aeroporto de Lisboa na área do Campo de Tiro de Alcochete — quando acabou de ser lançada a construção do aeroporto no Montijo –, mas também uma terceira travessia do Tejo, rodoferroviária, entre Chelas e Barreiro.

Relativamente aos transportes públicos, o PCP defende a expansão da rede da Metro do Porto com a ligação a Matosinhos Sul, novas ligações a Gaia, Gondomar e à Trofa. No caso do Metro de Lisboa, a aposta vai no sentido do alargamento da Linha Vermelha até Alcântara e a ligação a Loures.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PCP quer nova ponte no Tejo e aeroporto em Lisboa. E TGV para Espanha

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião