Lucros, research e preço do petróleo dão gás à Galp. Bolsa avança

Lisboa acompanhou a tendência de ganhos das pares europeias. Energia e papel puxaram pelo índice nacional.

O PSI-20 fechou esta terça-feira em alta, em linha com o sentimento positivo por toda a Europa. O índice de referência nacional avançou 0,74% para 5.131,51 pontos, com 11 cotadas no verde, quatro no vermelho e três inalteradas. A energia e o papel, de caráter exportador, impulsionaram a bolsa de Lisboa, graças à menor incerteza internacional.

A Galp Energia esteve em destaque pela segunda sessão consecutiva, depois de ter apresentado resultados na segunda-feira de manhã. Além dos lucros (que subiram 23% para 707 milhões de euros, em 2018 face ao período homólogo), a subida dos preços do petróleo e a revisão em alta do preço-alvo por parte do Goldman Sachs (para 18 euros por ação, de 17,50 euros, com um potencial de valorização de 32%) também impulsionaram as ações da petrolífera, que valorizaram 1,58% para 13,80 euros.

Galp brilha na bolsa de Lisboa

Todo o mercado petrolífero segue em alta. A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) anunciou esta terça-feira que prevê uma queda da procura de petróleo em 2019. O equilíbrio de mercado obriga a que os 14 associados recuem a produção para 30,6 milhões de barris por dia, contra 31,6 milhões de barris por dia em 2018. O maior produtor dentro do cartel, a Arábia Saudita, afirmou que pretende ir além do acordo de cortes e reduzir a produção para 9,8 milhões de barris, em março.

Face a estas notícias, o crude WTI negociado em Nova Iorque valoriza 1,93% para 53,42 dólares por barril, enquanto o Brent, negociado em Londres, ganha 2,15% para 62,83 dólares por barril.

Exportadoras brilham com menor incerteza internacional

O PSI-20 fechou em alta, beneficiando da envolvente favorável que caracterizou a sessão europeia. Como uma parte dessa envolvente foi construída a partir de um maior otimismo em relação às relações sino-americanas, a liderança do PSI-20 foi assumida por ações de empresas mais expostas à economia global”, refere uma nota do BPI.

Foi o caso da Mota-Engil, que disparou 3,39% para 1,89 euros, mas também do setor do papel e pasta de papel. A Semapa ganhou 2,54%, a Altri avançou 2,19% e a Navigator 1,72%. Entre as cotadas que mais subiram destacou-se ainda o BCP, que avançou 0,95% para 0,234 euros. Em sentido contrário, a Ibersol tombou 3,62%, a Sonae Capital caiu 0,67%, os CTT perderam 0,26% e a Jerónimo Martins deslizou 0,19%.

Tal como as cotadas portuguesas exportadoras, também a generalidade das ações europeias beneficiou das notícias de que os presidentes Donald Trump (dos EUA) e Xi Jinping (da China) deverão encontrar-se em breve. Assim, entre as principais praças europeias, a tendência foi de subida. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,9%, enquanto o alemão DAX ganhou 1,1%, o francês CAC 40 subiu 1%, o espanhol IBEX 35 valorizou 0,4%, o italiano FTSE MIB somou 1,12% e o britânico FTSE 100 subiu 0,1%.

“Os índices europeus fecharam em alta, beneficiando do bom desempenho de alguns setores e de algumas notícias mais reconfortantes ao nível das relações entre a China e os EUA. Entre estes setores figurou o automóvel, que foi impulsionado pelos bons resultados da Michelin (que superaram as previsões) mas sobretudo pelas perspetivas que forneceu. Ao contrário de muitos dos seus pares, a Michelin mostrou-se particularmente otimista em relação a 2019, antecipando um crescimento significativo do lucro operacional. As ações subiram 13%, o que constitui a maior valorização diária da última década“, acrescentaram.

No mercado cambial, a moeda única aprecia-se face ao dólar, depois de a divisa norte-americana ter fechado, na última sessão, o maior rally em três anos, que durava desde o presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, afirmou que iria ser “paciente” antes de voltar a subir os juros de referência no país. Em plena correção, o euro valoriza 0,35% para 1,1315 dólares.

(Notícia atualizada às 17h10)

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