Nova presidente diz que Montepio tem de se adaptar à modernidade na banca

  • Lusa
  • 13 Fevereiro 2019

Na primeira intervenção após tomar posse na liderança do Montepio, Dulce Mota sublinhou que quer tornar o banco moderno para acompanhar a mudança que toda a banca está a atravessar.

A nova presidente executiva do Montepio, Dulce Mota, quer tornar o banco moderno, para acompanhar a mudança pela qual a banca está a passar, e considerou a rentabilidade das maiores dificuldades do sistema financeiro.

“Nos últimos anos, a banca fez um percurso notável de recuperação, de reequilíbrio de balanço, de ajustar-se às novas regras de supervisão e regulação, mas ainda tem um grande trabalho de adaptação dos seus processos, de reconhecimento das novas exigências dos clientes. Também no Montepio estamos a fazer esse trabalho para permitir que acompanhe toda esta modernidade e passe a ser um player, de braço dado com as fintech, que oferece e disponibiliza as soluções que o mundo hoje exige”, afirmou na 1.ª Conferência Ibérica sobre FinTech, na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, em Lisboa.

Esta foi a primeira intervenção pública de Dulce Mota enquanto presidente executiva do Montepio, cargo de que tomou posse na terça-feira, mas a gestora centrou-se na análise do sistema bancário desde a crise e as referências ao Montepio foram poucas e ainda vagas.

A gestora considerou que a banca vive um “difícil momento de rentabilidade” e que terá nos próximos anos de se debater com esse desafio, ao mesmo tempo que tem de fazer face a “estruturas pesadas” e à necessidade de transformar os sistemas tecnológicos e de segurança.

"Também no Montepio estamos a fazer esse trabalho para permitir que acompanhe toda esta modernidade e passe a ser um player, de braço dado com as fintech, que oferece e disponibiliza as soluções que o mundo hoje exige.”

Dulce Mota

Presidente interina do Banco Montepio

“Com a melhoria de processos, otimização dos recursos e pricing adequado acho que se pode lá ir, mas tem de fazer com outros players e experimentar outros negócios”, afirmou, antevendo uma “reinvenção” da banca.

Dulce Mota assumiu na terça-feira a presidência executiva do Banco Montepio, substituindo Carlos Tavares que passa a presidente não executivo (chairman).

A gestora tinha assumido em janeiro a vice-presidência do Montepio, vinda do ActivoBank (que pertence ao BCP), onde era presidente executiva desde 2018.

Carlos Tavares (ex-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e que foi ministro da Economia no Governo PSD/CDS-PP de Durão Barroso) passou a chairman, acabando assim com a acumulação de cargos que durava há quase um ano e a qual o Banco de Portugal (BdP) vinha avisando que não podia continuar.

O Montepio mudou recentemente a marca comercial para Banco Montepio, deixando para trás o nome Caixa Económica Montepio Geral, mas ainda falta concluir a mudança da imagem nas agências e fazer a apresentação da nova identidade aos clientes.

Desde o ano passado que o Montepio está a trabalhar na mudança da marca comercial, seguindo uma recomendação do Banco de Portugal que sugeriu que fosse feita de modo a que os clientes compreendam facilmente a diferença entre o banco e a Associação Mutualista Montepio Geral (sua acionista) e os diferentes tipos de produtos financeiros que vendem.

Nos últimos anos, a crise que viveu o Grupo Montepio fez os reguladores e supervisores aumentarem a atenção sobre os produtos vendidos, já que uma entidade é a Associação Mutualista Montepio Geral e outra o banco (detido pela mutualista), com produtos diferentes e também proteções diferentes em caso de dificuldades das instituições.

O banco comercializa os seus produtos e serviços financeiros, mas também serve de intermediário para venda de produtos de poupança da Associação Mutualista destinados aos associados desta.

No caso dos produtos mutualistas, os clientes têm de ter em atenção que estes não são depósitos, não estando salvaguardados pelo Fundo de Garantia de Depósitos (que garante os depósitos até 100 mil euros).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Nova presidente diz que Montepio tem de se adaptar à modernidade na banca

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião