Montepio confirma Dulce Mota. Será vice-presidente do banco

Dulce Mota saiu do ActivoBank em dezembro, aceitando o convite de Carlos Tavares para ir para o Banco Montepio. Vai ser vice-presidente da instituição, depois da autorização do Banco de Portugal.

O Montepio confirmou que Dulce Mota foi aprovada pelo Banco de Portugal para o exercício de funções no banco. A antiga CEO do ActivoBank vai ser vice-presidente da comissão executiva da entidade liderada por Carlos Tavares.

Além de Dulce Mota, um nome que já tinha sido adiantado pelo ECO para ficar com o pelouro da rede de retalho, o Banco Montepio confirmou Carlos Alves como administrador não executivo e membro da comissão de auditoria da instituição, segundo o comunicado publicado esta sexta-feira na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Internamente, Carlos Tavares já distribuiu as pastas pelos seus sete administradores, com as mudanças a entrarem em vigor a partir do dia 1 de fevereiro:

  • Dulce Mota – Rede de Retalho (Norte e Centro, Sul e Ilhas, Dinamização Comercial e Marketing Operacional)
  • Nuno Mota Pinto – Análise de Crédito (Análise de Crédito, Economia Social e Gabinete do Cliente)
  • Pedro Ventaneira – Risco (Risco, Validação de Modelos, Gestão de Informação, Estratégia, Planeamento e Controlo)
  • José Carlos Mateus – Financeiro (Financeira e Internacional, Contabilidade e Reporte Financeiro e Controlo de Custos)
  • Carlos Leiria Pinto – Recuperação de Crédito (Recuperação de Crédito, Avaliação de Imóveis)
  • Leandro Silva – Operações e Meios (Serviços e Operações, Sistemas de Informação, Serviços Partilhados, Compras e Transformação e Inovação)
  • Helena Soares de Moura – Pessoas e Jurídicos (Gestão de Pessoas, Compliance, Contencioso e Proteção de Dados)

Enquanto CEO, o próprio Carlos Tavares vai acumular várias pastas, entre as quais Ativos Financeiros, Auditoria e Inspeção, Comunicação e Marca, Transformação e Inovação (partilhada com Leandro Silva) e Estratégia, Planeamento e Controlo (partilhada com Pedro Ventaneira). Isto para lá das funções adicionais que acumula enquanto chairman do banco, as quais vai desempenhar por mais algum tempo até decisão do Banco de Portugal em relação ao nome de João Ermida.

O banco está em pleno processo de transformação. Nos próximos dias, Carlos Tavares deverá desvendar a nova imagem e marca da instituição — ainda se chama Caixa Económica Montepio Geral. Além disso, vem aí o Banco de Empresas Montepio e também o Montepio Crédito terá uma “nova vida”. O plano de reestruturação inclui ainda a abertura de agências “low cost”, um novo conceito de balcão de proximidade com baixos custos operacionais, em locais menos urbanos. Alguns destes balcões vão surgir em localidades onde a Caixa Geral de Depósitos (CGD) saiu, tal como o ECO noticiou.

Carlos Tavares está prestes a cumprir um ano à frente do banco que registou lucros de 22 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano passado. Foi em março que tomou posse, após saída abrupta de José Félix Morgado, em rota de colisão com Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG).

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