António Costa diz que ADSE não vai acabar. “Mas não nos podemos deixar capturar pelos interesses privados”

O primeiro-ministro comentou esta tarde a guerra entre a ADSE e um grupo de hospitais privados que ameaça romper com o sistema de saúde dos trabalhadores do Estado.

Numa visita a uma fábrica da Siemens no Seixal, António Costa começou por transmitir “uma palavra de confiança para todos os beneficiários da ADSE, de que os cuidados de saúde não estão em causa. Estarão integralmente assegurados, assim como está assegurada a continuidade da ADSE”.

“Por isso”, acrescentou o primeiro-ministro em declarações transmitidas pela RTP3, “é essencial que a ADSE mantenha uma boa solidez financeira e boas condições comerciais. O que temos neste momento é uma negociação em que uma das partes quer aumentar o seu proveito; isso em si não tem nada de ilegítimo. A forma como atua, pode ter”.

António Costa fez ainda “um apelo à serenidade” e afirmou que “vamos garantir todos os direitos dos beneficiários da ADSE, mas não nos podemos deixar capturar pelos interesses privados que gostariam de ganhar mais do que aquilo que é razoável ganharem”.

Esta quarta-feira, os Lusíadas juntaram-se à Luz Saúde e CUF no anúncio do corte de relações com a ADSE. Criticam a regularização dos preços dos atos médicos feitas a posteriori e ainda a definição da tabela de preços, que dizem ser “desajustada da realidade atual”.

O Conselho Geral e de Supervisão da ADSE enviou à comunicação social uma nota esta quinta-feira, onde dá conta da marcação de uma reunião para o dia 19, com a ministra da Saúde Marta Temido. É mais uma tentativa de sanar o conflito.

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