Costa confirma Leitão Marques como candidata às europeias

A antiga ministra da Presidência e da Modernização Administrativa deixa o Governo para se juntar a Pedro Marques na lista dos socialistas às eleições europeias.

A candidatura já era praticamente certa, mas é agora confirmada pelo primeiro-ministro. Maria Manuel Leitão Marques vai juntar-se ao ex-ministro Pedro Marques na candidatura do PS às eleições europeias, para ocupar um lugar no Parlamento Europeu, confirmou, esta segunda-feira, António Costa, depois da cerimónia de tomada de posse dos novos ministros e governantes.

Posso confirmar que será candidata ao Parlamento Europeu“, afirmou o primeiro-ministro, questionado sobre a saída de Maria Manuel Leitão Marques do Governo, nas declarações que se seguiram à tomada de posse dos novos membros do Governo.

Estão assim confirmados dois dos nomes que os PS levam às europeias: além de Maria Manuel Leitão Marques, que deixa o cargo de ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, também Pedro Marques irá candidatar-se ao Parlamento Europeu, deixando o cargo de ministro do Planeamento e das Infraestruturas para ser o cabeça de lista dos socialistas.

Sobre estes dois nomes, António Costa demonstrou satisfação, defendendo que a candidatura de dois antigos ministros dá relevância a Portugal no contexto europeu. “Acho saudável que haja membros do Governo dispostos a servir no Parlamento Europeu. É fundamental para aumentar o peso de Portugal na Europa, com pessoas que têm provas dadas o serviço do país”, afirmou o primeiro-ministro.

A saída destes dois ministros motivou a quarta remodelação governamental desta legislatura, um evento que António Costa considera normal. “Esta era uma remodelação que se impunha para que não haja qualquer confusão entre as eleições europeias e o programa de Governo, bem como para assegurar a continuidade da atividade governativa, que não deve ser perturbada”, sublinhou.

O primeiro-ministro considerou ainda que os nomes escolhidos — onde se incluem as promoções de Pedro Nuno Santos, Mariana Vieira da Silva e Nelson de Souza a ministros, bem como a entrada de quatro novos secretários de Estado — asseguram a capacidade de execução do programa de Governo. “São pessoas que têm mostrado boa experiência governativa, quer ao nível autárquico, quer legislativo, e que estão em boas condições para assegurar sem descontinuidade a atividade do governo, porque os portugueses não gostariam que houvesse alguma pausa na capacidade de execução”.

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