Vêm aí novos LACS. Cluster criativo quer transpor limites da capital lisboeta

Sem referir localizações, a diretora-geral do LACS admite que "até ao final do ano, é possível que abram novos espaços". O LACS está, agora, a olhar para fora da capital.

O mais recente LACS, no antigo Tribunal do Trabalho, nos Anjos, ainda nem abriu e o cluster criativo já está a planear os próximos espaços, que deverão transpor os limites da capital portuguesa. Sem referir futuras localizações, Madalena da Cunha, diretora-geral do LACS – Communitivity of Creators, admite que “até ao final do ano, é possível que abram novos espaços”, ainda que não adiante mais pormenores sobre o tema.

Ao todo, com três espaços na Área Metropolitana de Lisboa (AML), o LACS consegue, agora, chegar aos 2.100 membros. Mas a meta de 2019 é, ainda, é mais do dobro. “No final do ano, queremos chegar aos cinco mil membros nos nossos LACS”, afirma Madalena da Cunha em conversa com o ECO, acrescentando que a grande ambição do LACS passa por, em primeiro lugar, ter uma rede coesa de espaços no país.

"Queremos ir para fora de Lisboa.”

Madalena da Cunha

Diretora-geral do LACS

Para já, as atenções estão voltadas para o antigo Tribunal do Trabalho, que vai dar lugar ao terceiro LACS. Com sete mil metros quadrados, o LACS dos Anjos — que se junta à rede de espaços criativos, coworking e escritórios flexíveis para empresas já a funcionar no Cais da Rocha do Conde de Óbidos e em Cascais — deverá abrir em abril.

Mas, há muito mais do que Lisboa. Também faz parte dos planos mais próximos do LACS abrir outros espaços fora da capital. “Queremos ir para fora de Lisboa”, refere a diretora-geral do LACS, avançando, sem mais detalhes, que já há até um sítio em vista.

Num segundo momento, depois de uma presença mais forte em Portugal, o LACS pretende expandir o negócio para o estrangeiro. “Queremos ser uma referência internacional. Temos uma ambição de crescer bastante”, diz Madalena da Cunha. Esta ambição surge em linha com a crença de que o mercado, neste ramo, “ainda vai crescer muito”.

Espera-se que, a nível mundial, em 2022 haja o dobro de espaços deste género do que há atualmente. Significa isto que, se em 2018 havia 15 mil espaços destes, que significavam 1,74 milhões de membros, em 2022 poderemos estar a falar de 30 mil espaços, o que representa cinco milhões de membros. “Estamos aqui a falar de uma duplicação. Claramente há uma maior procura, fruto das vantagens do próprio conceito, como da necessidade do mercado”, explica a empresária.

Mais membros? Sim, mas estrangeiros dão forte ajuda

Madalena da Cunha salienta que não é só o facto de as empresas portuguesas estarem “a mudar de cabeça” que faz com que este conceito funcione bem. “Não nos podemos esquecer do que está, neste momento, a acontecer em Portugal. Estão a vir para cá muitas empresas estrangeiras”, diz. “Significa isto que nós estamos não só com startups a crescer, mas também com muitas empresas internacionais a virem para Lisboa, para o Porto, para Braga…”, continua.

As empresas estrangeiras querem, por sua vez, espaços como este, comunidades criativas. “O espaço que estas empresas procuram já não é o tradicional escritório antigo”, refere. Até aqui, boas notícias para este mercado. E, se pensarmos no que se passa atualmente no Reino Unido, mais oportunidades podem chegar.

Madalena da Cunha diz mesmo que começam, agora, a surgir contactos nesse sentido, acrescentado que tem estado em contacto com algumas empresas britânicas que estão a ponderar instalarem os seus negócios em Portugal. “Estão a avaliar Lisboa versus outras cidades europeias”.

Neste momento, existem 27 nacionalidades no LACS, o que não é de estranhar, tendo em conta que 40% dos seus membros são estrangeiros e cerca de 20% das empresas lá instaladas são, também, estrangeiras. Percentagens consideráveis e que podem aumentar significativamente com as oportunidades que o próprio contexto está a criar.

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