Autoeuropa vai investir 110 milhões de euros este ano

O objetivo é aumentar a capacidade de produção do T-Roc e reforçar unidades para produzir peças para carros eléticos da Volkswagen já em maio. Não haverá reforço de pessoal.

A Autoeuropa pretende investir 110 milhões de euros na fábrica de Palmela. O objetivo é aumentar a capacidade de produção do T-Roc que está a ter grande aceitação no mercado, mas também a produção de para-lamas, capots e tampas da torre do amortecedor dos novos automóveis elétricos do grupo Volkswagen, anunciou a empresa.

“Em 2019, a empresa planeia investir 110 milhões de euros. Deste plano fazem parte o aumento da capacidade de produção do T-Roc, dando resposta à crescente aceitação deste modelo no mercado, e a expansão da unidade de cunhos e cortantes, responsável por vários projetos para o Grupo Volkswagen”, sublinha o comunicado enviado às redações.

A expansão desta unidade de cunhos e cortantes, já em maio, foi avançada pelo Dinheiro Vivo esta segunda-feira. Em causa está não só a produção de pelas como os capots e as partes laterais mas também a produção de moldes para o fabrico dessas mesmas peças, explicou ao ECO fonte oficial da Autoeuropa.

A Volkswagen Autoeuropa encerrou o ano de 2018 com “os melhores resultados de sempre”, que representaram “1,6% do PIB e 5% do valor de exportações de bens, respetivamente mais 60% e 67% em relação a 2017″, refere a mesma nota, remetendo para os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A fábrica de Palmela teve um crescimento de 106% no volume de produção, face ao ano anterior, que correspondeu a 223.200 unidades, ou seja, o “equivalente a 75% de toda a produção automóvel em Portugal”, refere o comunicado. No entanto, este desempenho ficou abaixo da meta inicialmente definida (240 mil carros em 2018). “Da unidade de prensas saíram para exportação cerca de 20 milhões de peças, resultado que reforçou o papel da Volkswagen Autoeuropa como segundo maior exportador nacional”, acrescenta a mesma nota.

A importância da Autoeuropa para economia nacional revela-se ainda ao nível do mercado de trabalho. A empresa conta com “cerca de 5.800 colaboradores, o que a coloca entre os maiores empregadores nacionais, tendo em 2018 sido aprovados por larga maioria dois acordos laborais que garantem estabilidade social à empresa“. E o ECO sabe que este novo investimento não vai implicar a contratação de mais funcionários.

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