Portugueses abriram mais de 17 mil contas low-cost em 2018

As contas de serviços mínimos bancários estão a ganhar popularidade na banca portuguesa. Em 2018, os cidadãos abriram mais de 17,2 mil contas deste tipo. Crescimento é de 32,6% face a 2017.

No final do ano passado existiam 59.173 contas bancárias low-cost. O número foi revelado esta quarta-feira pelo Banco de Portugal (BdP) e mostra um crescimento de 32,6% em relação a 2017.

Em causa estão as também chamadas contas de serviços mínimos bancários, que são contas à ordem que permitem, ao respetivo titular, “aceder a um conjunto de serviços bancários essenciais a custo reduzido”.

“Em 2018, foram abertas 17.202 contas de serviços mínimos bancários, das quais 59,6% resultaram da conversão de uma conta de depósito à ordem existente na instituição de crédito”, indica a entidade liderada por Carlos Costa. Em sentido inverso, foram encerradas, no ano passado, 2.647 contas deste tipo. A esmagadora maioria, pouco mais de 83%, por iniciativa do próprio cliente.

Estes dados já refletem as novas regras implementadas no ano passado pelo BdP no que toca a este tipo de serviço prestado pela banca. As contas low-cost, a partir de janeiro de 2018, passaram a permitir também a execução de transferências interbancárias “realizadas através de caixas automáticas, sem restrição quanto ao número de operações que podem ser realizadas”, ou até 12 transferências por ano no homebanking. Passaram ainda a permitir a movimentação da conta através dos ATMs na União Europeia.

Os dados estatísticos mostram, assim, que este tipo de contas está a ganhar popularidade entre os portugueses. É o que mostra também a taxa de crescimento semestral durante o ano, que foi de 16,9% entre o primeiro e o segundo semestre de 2018.

O BdP avança, por fim, que “existiam 1.346 contas de serviços mínimos bancários de titulares com mais de 65 anos ou um grau de invalidez igual ou superior a 60% contituladas por detentores de outras contas de depósito à ordem”. No final do ano, existiam também 87 contas “cujos titulares eram contitulares de outras contas serviços mínimos bancários (detidas por pessoas com mais de 65 anos ou um grau de invalidez igual ou superior a 60%)”.

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