ADSE quer penalizar “más práticas” de faturação dos privados

  • ECO
  • 15 Março 2019

Discriminação dos beneficiários da ADSE em detrimento de beneficiários de seguros será tida em conta, pela negativa, na avaliação sobre alargamento ou criação de novas convenções com os privados.

A ADSE quer penalizar eventuais “más práticas” de faturação dos privados. Este vai ser um dos critérios que vai pesar na decisão sobre o alargamento das atuais convenções ou o estabelecimento de novos acordos.

A notícia foi avançada pelo Jornal de Negócios (acesso pago). Em causa estão práticas como, por exemplo, a discriminação negativa dos beneficiários da ADSE em detrimento de beneficiários de seguros ou particulares e o aproveitamento das convenções para criar carteiras de clientes e passar os beneficiários para o regime livre. Outras das práticas incluem a faturação de parte dos cuidados em regime livre e parte no convencionado.

As informações fazem parte de uma proposta, datada de fevereiro, que vai ser discutida novamente esta sexta-feira, pelo Conselho Geral e de Supervisão (CGS). O jornal sublinha que o documento não está fechado e ainda pode ser alvo de alterações.

Na celebração de novas convenções, um dos critérios será o preço. Haverá uma “ponderação positiva a prestadores que assegurem a prestação de serviços de qualidade mas a preço mais económico”. E não está afastada a hipótese de, no futuro, a satisfação dos beneficiários também ser alvo de análise.

A notícia surge numa altura em que um dos principais grupos de saúde privados, que preanunciou a suspensão das convenções com a ADSE no dia 11 de fevereiro, para entrar em vigor a 12 de abril. No entanto, a dona da rede de hospitais Cuf decidiu voltar atrás na decisão e voltar a aceitar marcações para depois dessa data. A empresa, liderada por Salvador Mello, justificou a decisão com a evolução das negociações com o subsistema de saúde.

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