“Não ficará pedra sobre pedra desta decisão” do Banco de Portugal, diz Tomás Correia

  • ECO
  • 16 Março 2019

O presidente da Associação Mutualista aponta várias irregularidades na acusação do Banco de Portugal, e mostra-se confiante de que esta não vai ter seguimento na fase de justiça.

Tomás Correia critica a decisão do Banco de Portugal (BdP), que lhe aplicou uma multa de mais de um milhão de euros, e garante que esta “não será difícil impugnar”. O presidente da Associação Mutualista aponta vários erros e contradições na acusação do BdP, e diz que o supervisor está a ir longe de mais na aplicação dos poderes, em entrevista ao Dinheiro Vivo (acesso livre) e à TSF.

“Não ficará pedra sobre pedra desta decisão” do Banco de Portugal, diz Tomás Correia. Entre as irregularidades apontadas pelo presidente da Associação Mutualista está o facto de não terem tido em conta comunicações, entre a instituição e o próprio regulador, que foram truncadas pelo BdP “para retirar aquilo que contrariaria as conclusões em relação a várias matérias”.

As partes dos documentos trocados com a Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) que terão sido alvo de omissão dizem respeito às áreas de controlo interno, provisões específicas, unidades de participação e relações de créditos entre empresas do grupo Montepio e participadas pela própria CEMG, indica Tomás Correia.

Tomás Correia adianta que já antecipava, desde 2012, que viria a ser alvo de investigação por parte do BdP, e que não ter cedido o Montepio a capital estrangeiro pode ter sido um dos fatores que contribuiu para esta penalização. O BdP “está a ir longe de mais no modo como exerce os seus poderes”, e todos os sete visados consideram que as acusações não têm fundamento, bem como a própria CEMG, reitera.

O presidente da Associação Mutualista está confiante de que na fase da justiça, esta acusação “não tem a mínima possibilidade de poder ter seguimento”. O empréstimo da CEMG à Rioforte, sem análise de risco, de 130 milhões de euros é um dos pontos que leva à acusação, mas Tomás Correia esclarece que “o Montepio emprestou à Rioforte Portugal 30 milhões no final – já tinha lá 60 milhões há muito tempo”, e defende que houve análise de risco.

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