Centeno: “80% do aumento da carga fiscal é nos impostos que baixaram”

Ministro das Finanças justifica subida da carga fiscal com o aumento da atividade económica e melhoria do mercado de trabalho. Diz que o país "está melhor do que há três anos".

O Ministro das Finanças disse esta terça-feira, em entrevista à SIC, que “80% do aumento da carga fiscal é nos impostos que baixaram“, como o IRS, IRC e IVA. Mário Centeno fala no dia em que o Instituto Nacional de Estatística deu a conhecer que a carga fiscal atingiu 35,4% do PIB em 2018, depois de no ano anterior ter chegado a 34,4%, o valor mais alto de sempre a par do ano de 2015.

IRS, IVA e IRC viram taxas reduzidas em 2018 e esses três impostos só por si, mais as contribuições sociais representam 80% do contributo para o indicador” da carga fiscal, afirmou Mário Centeno, justificando a subida do indicador como aumento da atividade económica e do emprego.

Segundo o Ministro das Finanças foram pagos aos portugueses “mais 3.300 milhões de euros” em salários, em 2018. “Alguém que está desempregado não tem salário”, logo não faz pagamento de impostos, diz Mário Centeno, reforçando a ideia de que hoje “são menos 300 mil desempregados”.

Para o ministro, “Portugal é um país muito melhor do que era há três anos”, onde se destaca o aumento nos rendimentos das famílias portuguesas. Desde 2015, o conjunto de rendimentos de salários que as famílias levam para casa ao fim do mês aumentou 8.100 milhões de euros, é um crescimento de 20%”, aponta.

Centeno realça ainda a aposta nos serviços públicos, onde diz que “nunca, em tão pouco tempo, houve um reforço tão grande”. “São 1300 milhões de euros a mais que no final da legislatura vão estar colocados na saúde“, exemplifica. O ministro explica que “a afetação setorial foi destinada às áreas que mais necessitavam dessas verbas”.

Já no que diz respeito às previsões para 2019, o ministro das Finanças mantém os valores do défice que estavam previstos no Orçamento do Estado. No entanto, admite rever em baixa o crescimento económico entre os 1,9% e os 2%, tendo em conta o “momento de grande incerteza que se vive, em torno das guerras comerciais e do Brexit”.

Quanto a pensar no seu próprio futuro, e na continuidade no Governo socialista, o atual ministro das Finanças atira a decisão para setembro. “A legislatura é um compromisso de grande importância, vamos deixá-la terminar e em setembro falamos sobre isso”, diz Mário Centeno.

(Notícia atualizado às 22h00)

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