Lucros do Crédito Agrícola encolhem para 112,5 milhões de euros

Crédito Agricola fechou contas de 2018 com um rácio CET1 de 15,2% e tendo a maior rede de agências do país, com 657 balcões. Expurgado de não recorrentes, resultado cresceu face a 2017.

O Crédito Agrícola registou lucros de 112,5 milhões de euros em 2018, valor que compara com os 150,2 milhões registados no ano anterior. Esta queda no resultado líquido deveu-se a receitas extraordinárias obtidas pelo Crédito Agrícola em 2017 através da venda de títulos de dívida pública, já que a instituição encaixou este ano 24,6 milhões de euros com operações financeiras, contra os 113 milhões de 2017.

Segundo Licínio Pina, e em termos recorrentes, o produto bancário cresceu 37,3 milhões de euros, tendo o negócio bancário contribuiu com 108 milhões de euros para o resultado, com os ramos de seguros a justificarem 6,9 milhões (Vida) e 2,7 milhões (Não Vida).

Segundo os números apresentados esta terça-feira, a margem financeira do Crédito Agrícola cresceu 15,6 milhões para 305 milhões. No final do primeiro semestre do ano, o Crédito Agrícola já tinha reportado um resultado líquido de 64,2 milhões de euros, mais 37% que no período homólogo.

No ano de 2017 o Crédito Agrícola tinha mais do que duplicado os seus lucros, para 150,2 milhões de euros, tendo então conseguido “o melhor resultado de sempre”, conforme referiu então Licínio Pina. Em 2017, a margem financeira da instituição tinha crescido de 276 milhões para 289,7 milhões de euros.

Crédito Agrícola pagou mais 78,5% para Fundo de Resolução

O aumento das exigências do Fundo de Resolução para todo o setor bancário, sobretudo à conta das recorrentes injeções de capital no Novo Banco, levaram a um aumento expressivo dos contributos do Crédito Agrícola para o Fundo de Resolução, ao longo de 2018.

“Entrámos com quase 5 milhões de euros para o Fundo e em termos de Contribuição para o Setor Bancário foram outros 6,3 milhões de euros”, detalhou Licínio Pina. “Foram mais 78,5% e mais 38,3%, respetivamente”, concretizou, sublinhando que ao longo deste ano o valor continuará a subir. “Em 2019 o crescimento talvez não seja tão intenso, mas em termos absolutos será certamente mais.”

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