Mais créditos, mais comissões. Crédito Agrícola aumenta lucros

No primeiro semestre de 2018, o Grupo Crédito Agrícola apresentou um resultado líquido de 64,2 milhões de euros. Negócio bancários deu o maior contributo para o crescimento.

O Grupo Crédito Agrícola lucrou 64,2 milhões de euros na primeira metade do ano, um crescimento de 37%. O negócio bancário deu o maior contributo para este resultado líquido, alcançando 58,4 milhões de euros fruto do aumento tanto dos créditos concedidos como das comissões cobradas aos clientes.

De acordo com a informação revelada pela instituição, o negócio bancário registou um crescimento de 34,1% nos primeiros seis meses do ano, face ao período homólogo. O ramo segurador apresentou uma variação positiva, mas apenas de 3,4%, enquanto “os resultados registados nos veículos de desinvestimento imobiliário penalizaram os resultados consolidados em 8,3 milhões de euros”, diz o grupo.

A explicar este desempenho do negócio bancário esteve o crescimento do crédito. A carteira de crédito a clientes ascendeu a 9,6 mil milhões de euros no passado dia 30 de junho. Esta variação positiva de 6,3% nos últimos 12 meses contrasta com “a variação homóloga negativa de 1,3% registada pelo conjunto de instituições financeiras em Portugal para o mesmo período”, pode ler-se em comunicado.

Ao mesmo tempo, os recursos de clientes sob a forma de depósitos bancários totalizaram 13 mil milhões de euros, evidenciando-se, em termos homólogos, um crescimento de 9,4%, que corresponde a 1.118 milhões de euros. Assim, mesmo com mais crédito concedido, o rácio de transformação encolheu para 68,5%.

O Crédito Agrícola nota que a margem financeira, que é a base do lucro das instituições de crédito e representa a diferença entre os juros gerados e os juros pagos aos seus credores, subiu 2,5% face ao período homólogo e fruto do crescimento da carteira de crédito e do ajustamento na remuneração dos depósitos de clientes. Ao mesmo tempo, as comissões registaram um aumento, de 11,4%.

Perante estes resultados, e numa altura em que o rácio de créditos em incumprimento encolheu (passou de 5,4% para 5,1% no final de junho deste ano), os rácios de capital do banco aumentaram. O CET1 phased-in passou de 13,1% para 13,9%. “O Grupo Crédito Agrícola apresenta um confortável nível de solvabilidade consubstanciado pelo rácio CET1 de 13,9%, valor bem acima dos níveis mínimos recomendados”, nota.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mais créditos, mais comissões. Crédito Agrícola aumenta lucros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião