Câmara de Lisboa admite números máximos de trotinetas em determinadas zonas

  • Lusa
  • 27 Março 2019

Vereador da Mobilidade na Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Gaspar, revelou que existem atualmente cinco mil trotinetas na capital.

O vereador da Mobilidade na Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Gaspar, anunciou que existem atualmente cinco mil trotinetas na capital, sendo efetuadas 10 mil viagens diariamente, e admitiu estabelecer números máximos destes veículos em determinadas zonas da cidade.

Na reunião pública do executivo municipal, o autarca acrescentou que Lisboa conta com sete operadores de trotinetas, que têm mais de 150.000 utilizadores e que já foram percorridos mais de um milhão de quilómetros.

Miguel Gaspar (PS) informou também que a autarquia tem como objetivo criar um lugar de estacionamento para bicicletas, trotinetas e motas por cada quarteirão.

Segundo o vereador, que intervinha no âmbito de uma proposta do CDS-PP que pedia a elaboração de um estudo sobre o sistema de trotinetas partilhadas em Lisboa, e que foi rejeitada, “cada lugar de estacionamento pode ser utilizado por um automóvel, 10 trotinetas ou cinco bicicletas”.

Sobre a proposta dos centristas, Miguel Gaspar explicou que a direção municipal de Mobilidade já está a fazer esse estudo, pelo que não será a EMEL a fazê-lo.

O responsável pela pasta da mobilidade negou a possibilidade de vir a limitar o número de trotinetas na cidade, mas admitiu definir “números máximos de trotinetas em certas ruas, em zonas concretas, para que não haja uma degradação do espaço público”.

Admitindo a necessidade de estipular regras para estes veículos, Miguel Gaspar informou que, nesse sentido, de 15 em 15 dias, a direção municipal de Mobilidade reúne com os operadores de trotinetas da capital.

“Não podem haver trotinetes nos passeios a retirar qualidade ao espaço público, não podem haver trotinetas a retirar segurança aos peões, mas também não podem haver carros, motas a fazer o mesmo”, considerou, acrescentando que “hoje foi-lhes proposto o alargamento” das zonas vermelhas, onde não é possível estacionar estes veículos, “para outras zonas sensíveis da cidade”.

O vereador destacou que a autarquia tem como objetivo converter 1.600 lugares de estacionamento para serem ocupados por estes meios de transporte.

A Câmara de Lisboa pretende “reduzir a dependência [do transporte individual] para que não mais de 35% das viagens sejam feitas em carro privado” e que “150 mil viagens sejam transferidas para os outros meios de transporte”, disse ainda Miguel Gaspar.

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