Apartamento de luxo de Duarte Lima arrematado por 2,035 milhões de euros

O imóvel com 501 metros quadrados foi arrematado em leilão virtual por 2,035 milhões de euros. Durante o tempo em que esteve em leilão, o apartamento recebeu dez visitas.

O apartamento de luxo de Duarte Lima, colocados à venda no âmbito de um processo de insolvência, foi arrematado esta quarta-feira por 2,035 milhões de euros. A OneFix ficou responsável pelo leilão, que teve início a 28 de fevereiro, e durante estes dias mostrou o imóvel a dez interessados, disse ao ECO a leiloeira.

São dois apartamentos mas, na prática, é apenas um, dado que Duarte Lima decidiu uni-los. Um T4 e um T6 com uma área total de 501 metros quadrados, localizados no 11.º andar do número 1 da Rua Avenida Visconde Valmor, nas Avenidas Novas. O novo dono passa, assim, a ser proprietário de um T6 com 274 metros quadrados, um T4 com 227 metros quadrados e uma garagem com dois lugares de estacionamento.

O leilão eletrónico, que arrancou há pouco mais de um mês, começou com um valor base de 1,96 milhões de euros, mas acabou por encerrar esta quarta-feira com 75 mil euros em cima (2,035 milhões de euros). Durante estes dias, houve três dias de visitas ao imóvel, mas apenas em dois houve interessados: oito a 20 de março e dois a 27 de março. Ao ECO, a OneFix revelou que foram dez as visitas e, quando questionada sobre as nacionalidades dos interessados, disse apenas que falavam português.

Em leilão estava ainda um conjunto de obras de arte e móveis, com um valor base de 40 mil euros. Aqui incluíam-se várias aguarelas, pinturas a óleo, esculturas, sofás, mesas, cadeirões, candeeiros e um órgão. Contudo, contrariamente aos imóveis, este leilão encerrou sem qualquer licitação.

A venda destes dois apartamentos ocorreu no âmbito de um processo de insolvência de Duarte Lima no Tribunal de Comércio de Lisboa. Entre os credores estão a Parvalorem, o Novo Banco e os herdeiro do empresário Tomé Feteira, diz a Visão. Estes já tinham decidido em dezembro de 2016 que o património do ex-deputado do PSD seria liquidado, com o objetivo de liquidar parte da dívida acumulada por Duarte Lima.

Só para com a Parlalorem, o ex-advogado tem uma dívida de cerca de 20 milhões de euros, à qual se acrescem mais 10,9 milhões de euros reclamados pelo Novo Banco e cerca de nove milhões de euros pelos herdeiros de Tomé Feteira.

Duarte Lima foi condenado em novembro de 2014, em primeira instância, a dez anos de prisão pela coautoria material de um crime de burla qualificada e outro de branqueamento de capitais no processo BPN/Homeland. Em causa estava a aquisição de terrenos no concelho de Oeiras para a construção do Instituto Português de Oncologia com um empréstimo do BPN.

Posteriormente, o ex-deputado recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa que, em abril de 2016, lhe retirou quatro anos de pena, reduzindo-a para seis anos de prisão. Desde então, tem apresentado vários recursos e reclamações para o Supremo Tribunal de Justiça e para o Tribunal Constitucional.

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