Estrangeiros compraram 13% das casas em Lisboa. Investiram 675 milhões de euros

No ano passado, os estrangeiros adquiriram 1.592 imóveis residenciais na ARU de Lisboa, o que representa cerca de 13% do total de transações. Ao todo, investiram mais de 300 milhões do que em 2017.

Lisboa é cada vez mais uma cidade apetecida entre os investidores estrangeiros. No ano passado, os estrangeiros adquiriram 1.592 imóveis residenciais na Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa, o que representa cerca de 13% do total de transações. Ao todo investiram 675,6 milhões de euros, valor que compara com os 375 milhões de euros verificados em 2017. Franceses, chineses, brasileiros, britânicos e americanos continuam a ser os principais compradores.

De acordo com a Confidencial Imobiliário, o investimento representa um aumento de 80% em volume e de 67% em número de imóveis relativamente a 2017. “Tal dinâmica resultou no aumento da quota do investimento estrangeiro, que representa 28% do total de 2,39 mil milhões de euros investidos em habitação na ARU de Lisboa em 2018“, pode ler-se em comunicado.

Por operação, os compradores estrangeiros investiram em média um montante de 425,5 mil euros, o que se traduz num crescimento de 8%. Já em termos de nacionalidades, contabilizam-se compradores oriundos de 80 países diferentes, sendo que há cinco países que continuam a liderar o investimento internacional em habitação na ARU.

A maioria (55%) da quota no investimento estrangeiro vem de França (18%), China (14%), Brasil (8%), Reino Unido (7%) e Estados Unidos da América (7%).

Santo António é a freguesia que lidera as preferências

Entre as várias freguesias de Lisboa, Santo António foi aquela que registou o maior interesse dos compradores estrangeiros, concentrando 16% do investimento internacional em habitação no ano passado. Imediatamente a seguir ficou a freguesia de Santa Maria Maior (15%). Arroios, Misericórdia e Estrela foram, também, alvo de grande procura, registando 13%, 12% e 11%, respetivamente.

As freguesias de Alcântara, Alvalade, Beato e Campolide merecem, também, destaque. Ainda que apresentem quotas do total do investimento internacional mais reduzidas — inferiores a 3% — conseguiram captar três vezes mais capital do que em 2017.

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