França está contra adiamento do prazo para Brexit. Quer “um plano credível e com apoio político”

A nova prorrogação do Brexit pedida por Theresa May não é vista com bons olhos em Paris, que criticou a ausência de um plano concreto e de apoio da Câmara dos Comuns.

A primeira-ministra britânica voltou a pedir um adiamento do prazo do Brexit para o final do mês de junho. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, já se mostrou disponível para uma extensão do prazo para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), indicando até um adiamento de um ano. Mas há quem não esteja de acordo com isto e que até já o tenha demonstrado. É o caso de França.

A nova prorrogação do Brexit pedida por Theresa May não é vista com bons olhos em Paris, que depressa criticou a ausência de um plano concreto e do apoio da Câmara dos Comuns. “Outra extensão exige que o Reino Unido apresente um plano com apoio político e credível”, disse a nova secretária de Estado para os Assuntos Europeus de França, Amélie de Montchalin, citada pelo The Guardian (acesso livre, conteúdo em inglês).

O Conselho Europeu tomou uma decisão clara a 21 de março”, acrescentou. Para França, em última instância, o Reino Unido deverá ser considerado como tendo escolhido deixar a União Europeia sem um acordo.

Amélie de Montchalin afirmou, ainda, que Paris “leu com interesse a carta de Theresa May ao presidente Tusk”. “Como a primeira-ministra escreveu — e com razão — o atual impasse não é do interesse nem do Reino Unido nem da UE. Não pode ser permitido continuar“, acrescentou.

Na carta endereçada ao presidente do Conselho Europeu, Theresa May escreveu que “o Governo vai querer chegar a um calendário que permita ao Reino Unido sair da União Europeia antes de 23 de maio de 2019 e, portanto, cancelar as eleições do Parlamento Europeu, mas continuará a fazer preparações responsáveis ​para realizar as eleições, caso isso não seja possível”.

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