EDP está a perder quota também no mercado livre do gás natural

EDP Comercial perdeu 2,3 pontos percentuais de quota no mercado do gás no último ano, tal como se tem vindo a verificar no mercado livre da eletricidade. Mercado liberalizado já vale 97% do consumo.

A quota de mercado da EDP Comercial no mercado livre do gás natural recuou 2,3 pontos percentuais entre janeiro de 2018 e o mesmo mês do corrente ano, contando agora com 55% do mercado em número de clientes. Os dados foram avançados esta quarta-feira no Boletim do Mercado Liberalizado do Gás Natural relativo a janeiro de 2019, disponível no site da ERSE. Esta é também uma tendência que se tem verificado no mercado livre da eletricidade, onde a EDP perde quota há 13 meses consecutivos.

Segundo o boletim relativo à evolução do mercado liberalizado do gás natural, o mercado livre contava com 1,19 milhões de clientes em janeiro de 2019, mais 4% que em janeiro de 2018, existindo ainda 284 mil clientes no mercado regulado, num grupo “esmagadoramente” composto por pequenas e médias empresas e clientes residenciais, segundo a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. “Após um período de aceleração das migrações para o regime de mercado, desde janeiro de 2018 que o crescimento do número de clientes no ML registou uma taxa média mensal de aproximadamente 0,4%”, detalha o regulador.

O boletim sobre o mercado livre do gás natural aponta também que no primeiro mês deste ano registou-se um decréscimo de 0,6% no consumo em comparação com dezembro de 2018, para 3 875 GWh (gigawatt-hora), valor que, em termos homólogos, significou uma subida de 7% no consumo. O mercado livre do gás natural é hoje responsável por mais de 97% do consumo total de Portugal continental.

Apesar da quebra na quota de mercado por clientes, a EDP manteve-se em janeiro como a maior comercializadora do país, ao passo que se medirmos o mercado em termos de consumo a liderança já cabe à Galp, com 61% do total, mais 0,1 pontos em relação a dezembro de 2018, mas que compara com os 51% registados em janeiro do ano passado.

Segundo os dados disponibilizados pela ERSE, em janeiro “a intensidade de mudança de comercializador, em número de clientes, representou 1,2% do total de clientes”, valor em linha com o verificado em janeiro de 2018, quando 1,5% de clientes mudaram de comercializador.

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