Brisa diz que ação de credores da Douro Litoral a exigir 868,9 milhões “não tem qualquer fundamento”

  • Lusa
  • 15 Abril 2019

Credores da Douro Litoral, concessão cedida à Brisa desde 2007, exigem à concessionária 868,9 milhões de euros, por incumprimentos vários desde 2014. Empresa diz que ação "não tem fundamento".

A Brisa considera que “não tem qualquer fundamento” a ação interposta pelos fundos credores da concessão Douro Litoral, em que exigem à concessionária 868,9 milhões de euros. “Finalmente, os fundos credores da Douro Litoral tornam públicas as suas verdadeiras intenções e a razão das negociações terem sido sistematicamente quebradas por eles”, disse à Lusa, por escrito, fonte oficial da Brisa.

O que os fundos querem, na verdade, é extorquir dinheiro à Brisa, e extravasar os seus direitos quanto à Douro Litoral, em desrespeito dos termos contratuais do ‘project finance’”, adiantou.

“Fica também claro, para a opinião pública, a razão da Brisa ter reagido de uma forma firme a estes fundos”, referiu fonte oficial da Brisa.

Em causa está um processo que deu entrada no tribunal no passado dia 10 de abril e que lista os credores e acionistas da Autoestradas do Douro Litoral (AEDL) Kings Forest, Yellow Sapphire, Field Point Acquisitions, Ringsend, Cross Ocean Sif Ess II, Cross Ocean Eur Ess II, Cross Ocean Usd Ess II e Rathgar como autores e a Brisa como ré, numa ação avaliada em 868,9 milhões de euros.

Esta questão já se vem arrastando desde o início do ano, altura em que os credores da AEDL assumiram as participações sociais da concessionária, segundo um comunicado divulgado nessa altura, que referia que nos últimos cinco anos falharam os pagamentos de diversos compromissos.

De acordo com o mesmo texto, a concessionária, nos últimos cinco anos, “tem incumprido as suas obrigações de pagamento de reembolsos de capital, juros, custos e comissões dos seus contratos financeiros, devido a uma estrutura de custos elevados e níveis de tráfego que estão abaixo das expectativas originais”.

A Brisa avançou depois com uma providência cautelar para tentar evitar este “step in”, sendo que a Autoridade da Concorrência já foi notificada da aquisição. A AEDL foi concessionada à Brisa em 2007, por 27 anos, e foi “alvo de um investimento de cerca de 1.000 milhões de euros”, segundo informação da página da Brisa na internet.

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