Já não há filas para abastecer de combustível. Normalização só no início da próxima semana

  • Lusa
  • 19 Abril 2019

ANAREC acredita que no início da próxima semana a situação esteja "completamente normalizada".

O presidente da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC), Francisco Albuquerque, garante, em declarações à Lusa, que a reposição dos stocks está a decorrer “a bom ritmo”, não havendo já registo de filas para abastecer.

“O fim da greve não significa, como é obvio, a normalização imediata desta situação de falta de combustível. É normal que possa haver ainda nas próximas horas alguma limitação de abastecimento em alguns postos para viaturas não prioritárias. O que é importante, neste momento, é que conforme esperado a reposição dos stocks está a decorrer de uma forma normal e a bom ritmo, inclusive em algumas situações temos indicações de reforço de transportes“, disse o responsável, sinalizando que “já não se verificam filas para abastecimento nos postos”.

Francisco Albuquerque estima que no início da próxima semana a situação esteja “completamente normalizada”.

Neste momento, indica, “há postos completamente normalizados, há postos parcialmente normalizados e há postos ainda com alguma rutura de stocks“.

Na quinta-feira, em entrevista à Lusa, o presidente do sindicato dos motoristas de matérias perigosas, Francisco São Bento, disse que, com o fim da greve, o normal abastecimento de combustíveis será reposto em todos os postos, no máximo, até sábado.

“Uma vez que se terminou a greve diria que, dentro das próximas 48 horas, com o ritmo normal de trabalho, todos os postos de abastecimento estarão repostos”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) em entrevista à Lusa.

A greve dos motoristas de matérias perigosas iniciou-se na segunda-feira e terminou na quinta-feira, depois de o sindicato e a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) terem assinado um protocolo negocial após umas reuniões bilaterais, durante a madrugada, entre o Governo e cada uma das partes envolvidas.

A paralisação provocou na terça e na quarta-feira várias situações de rutura nos postos de abastecimento por todo o país e longas filas de espera para abastecer.

Em conferência de imprensa, o ministro das Infraestruturas destacou a garantia de “paz social” acordada entre os motoristas de matérias perigosas para o processo negocial e referiu uma “normalização gradual” do abastecimento de combustíveis no país, apontando que a primeira reunião negocial decorrerá no dia 29.

No acordo assinado, a ANTRAM e o SNMMP comprometem-se a concluir até dia 31 de dezembro um processo de negociação coletiva.

Metade dos postos da Prio já opera com normalidade

A Prio informou também que mais de 50% da sua rede de postos de abastecimento opera já “dentro da normalidade”, estimando a completa reposição dos stocks, afetados pela greve dos motoristas de matérias perigosas, até domingo.

“Na sequência do fim da greve dos motoristas de matérias perigosas, a Prio foi já capaz de restabelecer a normalidade no abastecimento em cerca de 50% dos seus postos, incluindo já todos os postos constantes da REPA (Rede Estratégica de Postos de Abastecimento) e praticamente todos os maiores postos da sua rede”, refere a empresa em comunicado. “Estima-se que conseguirá repor, até ao final do dia de hoje, a normalidade em cerca de 90% do total dos seus 250 postos”, acrescenta.

Segundo a empresa, do terminal de Aveiro saíram na quinta-feira cerca de três milhões de litros de combustível em aproximadamente 100 camiões-cisterna, com destino tanto para a rede Prio e rede de parceiros como para as outras marcas que a empresa fornece. “Paralelamente, a Prio tem estado também a carregar dezenas de camiões-cisterna noutros terminais logísticos, com o objetivo de levar combustível às comunidades locais, empresas e indústrias nacionais”, refere.

A expectativa da empresa é que o fluxo de camiões-cisterna continue a aumentar e que as filas e ruturas nos postos fiquem normalizadas. A empresa assegura ainda que a greve não teve qualquer impacto direto nos preços da sua rede de postos, e que vai manter os seus preços inalterados na próxima semana.

(Notícia atualizada às 14h04 com informações da Prio)

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